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Últimas palavras

Arquivo Geral

10/01/2004 0h00

“O Signo do Caos é um antifilme, porque contrário aos superfilmes, às grandes produções que caracterizam o cinema atual e sua derrocada histórica – nós não temos um cinema à altura de nosso século – e regional. Perdeu-se a sintaxe do cinema e perdeu-se também até a dignidade do cinema.”

“A ausência do espírito transformador à maneira dos que fizeram essa arte avançar, como o diretor espanhol Luís Buñuel (1900-1983), fez o cinema parar no tempo”

“Estou vendo muita aliteração e pouca incorporação. Temos bons cineastas. Eu vejo aí bons filmes, algumas surpresas, mas é só diluição. Acho que tudo isso foi anunciado por Stanley Kubrick e pelos maiores cineastas americanos da década de 50. Eles ainda não estavam a serviço dessa diluição controlada pela burocracia sentimental.”

“Meu novo filme ( O Signo do Caos) é uma defesa do cinema. Mas eu também acuso a figura do curador, aquele que agiganta orçamentos, como sendo o grande intermediário, o grande parasita da nossa tumultuada indústria cinematográfica.”

“O rótulo fora-da-lei, além de coerente com meu cinema – que sempre foi de ruptura –, tentava escapar da zona rígida e delimitada de demarcação da mídia. Quis que eles pudessem não definir a zona que nós escolheríamos para definir os nossos propósitos.”

“A censura, que antes era política, agora é dos meios de produção. É preciso tirar o cinema do quarto de brinquedos.”

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    10/01/2004 0h00

    “O Signo do Caos é um antifilme, porque contrário aos superfilmes, às grandes produções que caracterizam o cinema atual e sua derrocada histórica – nós não temos um cinema à altura de nosso século – e regional. Perdeu-se a sintaxe do cinema e perdeu-se também até a dignidade do cinema.”

    “A ausência do espírito transformador à maneira dos que fizeram essa arte avançar, como o diretor espanhol Luís Buñuel (1900-1983), fez o cinema parar no tempo”

    “Estou vendo muita aliteração e pouca incorporação. Temos bons cineastas. Eu vejo aí bons filmes, algumas surpresas, mas é só diluição. Acho que tudo isso foi anunciado por Stanley Kubrick e pelos maiores cineastas americanos da década de 50. Eles ainda não estavam a serviço dessa diluição controlada pela burocracia sentimental.”

    “Meu novo filme ( O Signo do Caos) é uma defesa do cinema. Mas eu também acuso a figura do curador, aquele que agiganta orçamentos, como sendo o grande intermediário, o grande parasita da nossa tumultuada indústria cinematográfica.”

    “O rótulo fora-da-lei, além de coerente com meu cinema – que sempre foi de ruptura –, tentava escapar da zona rígida e delimitada de demarcação da mídia. Quis que eles pudessem não definir a zona que nós escolheríamos para definir os nossos propósitos.”

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