Nem tudo são flores em Metamorphoses. À parte os conflitos que resultaram na lamentável saída da diretora Tizuka Yamasaki, a trama se mostra confusa ao exagerar nas inserções de cenas reais de cirurgia plástica e depoimentos de pessoas que já passaram por tais intervenções. A atriz Tallyta Cardoso, por exemplo, faz papel de si mesma e submeteu-se a duas dessas cirurgias.
Mas outro lado a merecer destaque é o elenco. Conta com gente do quilate de Gianfrancesco Guarnieri, Joana Fomm e Myrian Muniz – esta última impagável, no papel de Aspásia, matriarca da família Cipriatti e avó de Circe e da arrogante Diana (Luciene Adami), também cirurgiã plástica. Paulo Betti, no papel do detetive Ventura, parece encarnar de novo o Ed Mort que viveu no cinema. Lúcia Alves, na pele da aproveitadora mas ligadona Bel, é outro deleite.
O núcleo dos japoneses é outro assombro: a maioria parece ter “transmigrado” de uma história em quadrinhos sem perceber que está sendo filmada na vida real. O detalhe final corre por conta da produtora da novela, que não divulga os resumos dos capítulos. Como antigamente, mantém o mistério. Não dá para resistir.