Em Um Só Coração, Bernardo sofre preconceito porque sua sexualidade é posta em dúvida, principalmente pelo pai carrasco, Coronel Totonho (Tarcísio Meira). “Acho que ele não é gay, mas também não acredito que se preocupe muito com essa questão sexual. Bernardo tem outros ideais e joga sua energia na luta anarquista. Ele não sabe de nada, é virgem”, diz Daniel.
Para ele, mais do que a sexualidade, o problema de Bernardo é a paternidade. “Totonho acha que não é pai de Bernardo. Também por isso o trata diferente.” Esta semana, Madiano (Ângelo Antônio) encontra atrás do quadro que vai restaurar, uma carta que vai solucionar o mistério. “Bernardo está atrás dessa resposta. Depois disso, ele vai se encontrar”, adianta Daniel.
Do movimento anarquista dos anos 20 à Semana de Arte Moderna, Daniel estudou a efervescência de São Paulo na época da minissérie. “Eu me inteirei sobre tudo da Semana de Arte Moderna. Ângelo Antônio me deu o livro Paulicéia Desvairada, de Mário de Andrade.”
Na segunda fase da minissérie, a família Sousa Borba vai à falência. “Para Bernardo, isso vai ser mais fácil. Ele está próximo do povo que vive com dificuldade e vai batalhar a partir do zero. A relação dele com o pai e com o irmão não vai mudar. Também, o Rodolfo (Marcello Antony) e o pai são uns malas e não dão o braço a torcer!”