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Samurai ocidental

Arquivo Geral

16/01/2004 0h00

A primeira conclusão (talvez precipitada) a se tirar de O Último Samurai, superprodução estrelada pelo galã nova-iorquino Tom Cruise, é a de que se trata de uma história à lá Dança com Lobos (obra-prima de Kevin Costner), na qual Cruise é um oficial norte-americano que se rebela às suas próprias tropas em prol de uma causa nobre.

O filme, que custou US$ 100 milhões aos estúdios Warner Bros. e é um dos fortes candidatos ao Oscar de 2004, portanto, mostra que a intenção é de ir além da comparação à fita de Costner. A película de Edward Zwick (de Tempo de Glória e Lendas da Paixão) leva o espectador aos últimos anos do Japão feudal, quando as forças ocidentais aniquilam a tradição dos guerreiros nipônicos.

O Último Samurai traz Cruise no papel do capitão do exército norte-americano Nathan Algren, um ex-combatente da Guerra da Secessão atormentado por suas reminiscências e entregue ao alcoolismo. Esse papel rendeu ao astro de Hollywood indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama, no qual concorre com Sean Penn, Russell Crowe, Jude Law e Ben Kingsley.

Como um veterano de guerra, Algren é contratado para ajudar o governo japonês no seu reestabelecimento bélico e na luta contra os rebeldes samurais, que dominaram o país por oito séculos (e até o final da ditadura militar nipônica de Shogunato), mas estão praticamente extintos.

No entanto, há ainda uma última linhagem desses guerreiros, liderados por Katsumoto (papel de Ken Watanabe, astro do cinema de ação japonês), que ainda resiste e briga pelo código de honra. As aspirações dos guerreiros vão de encontro aos interesses desse novo Japão, moldado à cultura ocidental.

Nesse momento, percebe-se o ferino e sutil golpe do autor: Ed Zwick ousa colocar em xeque a situação dos EUA, e mostra o país numa posição de covarde incentivador da guerra ao ceder armas e treinamento para a cruel dinastia Meiji. O governo japonês, então, contrata o capitão Algren (Cruise) e o coronel Bagley (Tony Goldwyn) para comandar um exército contra os rebeldes de Katsumoto. Num primeiro confronto, a despreparada tropa do exército é dizimada pelos samurais e Algren capturado.

Ao conviver com os guerreiros, o militar aprende a respeitar seus costumes e a apreciar seu disciplinado modo de vida, o que o leva à mudança de lado. Para encarnar o personagem, Cruise treinou artes marciais com o ator japonês Watanabe durante oito meses.

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    O filme, que custou US$ 100 milhões aos estúdios Warner Bros. e é um dos fortes candidatos ao Oscar de 2004, portanto, mostra que a intenção é de ir além da comparação à fita de Costner. A película de Edward Zwick (de Tempo de Glória e Lendas da Paixão) leva o espectador aos últimos anos do Japão feudal, quando as forças ocidentais aniquilam a tradição dos guerreiros nipônicos.

    O Último Samurai traz Cruise no papel do capitão do exército norte-americano Nathan Algren, um ex-combatente da Guerra da Secessão atormentado por suas reminiscências e entregue ao alcoolismo. Esse papel rendeu ao astro de Hollywood indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama, no qual concorre com Sean Penn, Russell Crowe, Jude Law e Ben Kingsley.

    Como um veterano de guerra, Algren é contratado para ajudar o governo japonês no seu reestabelecimento bélico e na luta contra os rebeldes samurais, que dominaram o país por oito séculos (e até o final da ditadura militar nipônica de Shogunato), mas estão praticamente extintos.

    No entanto, há ainda uma última linhagem desses guerreiros, liderados por Katsumoto (papel de Ken Watanabe, astro do cinema de ação japonês), que ainda resiste e briga pelo código de honra. As aspirações dos guerreiros vão de encontro aos interesses desse novo Japão, moldado à cultura ocidental.

    Nesse momento, percebe-se o ferino e sutil golpe do autor: Ed Zwick ousa colocar em xeque a situação dos EUA, e mostra o país numa posição de covarde incentivador da guerra ao ceder armas e treinamento para a cruel dinastia Meiji. O governo japonês, então, contrata o capitão Algren (Cruise) e o coronel Bagley (Tony Goldwyn) para comandar um exército contra os rebeldes de Katsumoto. Num primeiro confronto, a despreparada tropa do exército é dizimada pelos samurais e Algren capturado.

    Ao conviver com os guerreiros, o militar aprende a respeitar seus costumes e a apreciar seu disciplinado modo de vida, o que o leva à mudança de lado. Para encarnar o personagem, Cruise treinou artes marciais com o ator japonês Watanabe durante oito meses.

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