É preciso separar as coisas. Galvão Bueno está longe de ser uma unanimidade. Parte da crítica, por exemplo, esportiva ou não, tem restrições ao seu trabalho, porém, é necessário reconhecer as suas virtudes e os direitos inerentes à profissão que desempenha, desde que foi descoberto por Roberto Petri na Rádio e TV Gazeta de São Paulo. Como narrador e comentarista da Rede Globo, o Galvão tem obrigação de contar e analisar o que acontece dentro do campo. Ele não cometeu nenhum exagero nas críticas feitas a Roque Junior, baseado no desempenho do zagueiro em campo, especialmente no jogo contra a Alemanha, no sábado passado. Em diversos momentos da partida, ele foi flagrado segurando a camisa dos adversários, estava mal posicionado nos gols sofridos e tem feito a torcida brasileira passar por alguns sustos. Galvão também disse, o que é a mais pura verdade, que a defesa de Roque sempre vai mal nas bolas altas. Mesmo que tivesse cometido algum exagero, o que não aconteceu, nada justifica a atitude do jogador – que resolveu tirar satisfações do comentarista, à beira do gramado, num treinamento da seleção. Foi uma pisada de bola violenta. Aliás, tudo isso é muito comum na vida de qualquer jornalista. Você pode falar bem de alguém a vida toda. A pessoa em questão entende como obrigação e nunca vai agradecer. Na primeira crítica…