Marcelo Rezende participou de uma coletiva de imprensa ontem, em São Paulo, para informar as razões de sua saída da Record e o retorno para a Rede TV!, onde terá dois programas. O motivo principal, segundo ele, foi a ausência de um projeto jornalístico: “Queriam que eu falasse com bonecos do Lula, do Ronaldinho, que eu dissesse com quem a Vera Fischer tá namorando. Não sou animador de auditório, sou jornalista”. Como a Record, segundo Rezende, não cumpriu o que estava em contrato, ou seja, lhe destinar um produto jornalístico, ele preferiu tomar outro caminho. Reclamou, ainda, que ficou 50 dias na “geladeira” após o fim do Cidade Alerta e que nesse período ouviu várias promessas, mas nenhuma se cumpriu. Cita os programas que lhe foram oferecidos: Fala Brasil, Repórter Record, Balanço Geral e um outro, que não chegou a ser formatado. Sobre o Hoje em Dia, foi para o programa porque garantiram que teria um conteúdo jornalístico. Mas em seis horas de pilotos gravados, Rezende nada observou. Na coletiva de ontem, ressaltou que falar da vida de celebridades não é sua praia. E deixou a entender, sem mencionar o nome de Ana Hickmann, que ela ainda não está preparada para a nova função, a de apresentadora. Rezende não bateu na cúpula da Record – disse que deixa amigos na emissora -, mas fez duras críticas ao governo federal. Creditou ao presidente Lula a saída do Cidade Alerta da Record Internacional, por conta de uma declaração dele, no Japão, de que o programa passava uma imagem negativa do Brasil. Sobre a extinção do Cidade Alerta, declarou, sem ter dúvida alguma: “A Record recebeu uma pressão extrema para tirá-lo do ar””. Rezende assinou contrato ontem com a Rede TV! por quatro anos, com prioridade para mais três. Quando assumir o Jornal da TV, que pode até mudar de nome, promete um produto voltado para a população – “Vamos ser o olho da sociedade”, diz. Terá, também, um segundo programa, semanal e de reportagens, conforme Canal 1 antecipou. Existe a possibilidade de o jornalista fazer uma aparição na Rede TV! ainda no dia de hoje, diretamente de Brasília, se a CPMI ferver com alguma declaração do ex-ministro José Dirceu.