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Retrospectiva inquietante

Arquivo Geral

08/02/2004 0h00

Os 45 anos de criação ininterrupta da artista plástica, professora e poetisa, Marlene Godoy serão comemorados com uma exposição inédita no Espaço 1 e 2 do Museu de Arte de Brasília (MAB), a partir da próxima terça-feira, na mostra Vida e Obra – 1960 a 2004.

Na exposição, que reúne 80 peças de diversas fases da artista, de 70 anos, o público poderá conhecer seu mais novo trabalho, batizado de Adeus ao Glamour. Segundo Marlene, um trabalho que reflete seu momento atual. “Sinto-me cada vez mais despojada das coisas materiais. Casacos de vison, jóias, bolsas antigas, tudo virou forma de expressão criativa, obra de arte com conteúdo”.

Mineira, criada no Rio de Janeiro, a poetisa conta que nunca foi de badalação, e que os críticos de arte da década de 70 lhe sentenciaram o ostracismo caso a estreante não freqüentasse festas, reuniões e vernissages. “Mas como nunca soube ser boêmia, durmo às 20h, não mudei minha essência”.

Segundo ela, o isolamento familiar nunca a afastou dos acontecimentos históricos do País. A artista, que veio para Brasília em 1977, orgulha-se de fazer arte engajada, com conteúdo político. “Na minha Via Sacra, feita para a Igreja do Perpétuo Socorro (Lago Sul), botei Jesus condenado no Congresso Nacional e crucificado no Supremo Tribunal Federal. Muita gente, até hoje, se incomoda com ela”, conta.

Talvez por essa mesma rebeldia, a artista revele, aos poucos, não gostar de arte decorativa, “aquela feita para combinar com o vestido da dona da casa” e, completa, que adora quando seu trabalho gera provocação.

Embora parte da exposição já pertença a colecionadores particulares, algumas obras estarão à venda. As peças variam entre R$ 3 mil e R$ 25 mil (a mais cara, que é composta por um conjunto de 22 quadros).

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    08/02/2004 0h00

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    Na exposição, que reúne 80 peças de diversas fases da artista, de 70 anos, o público poderá conhecer seu mais novo trabalho, batizado de Adeus ao Glamour. Segundo Marlene, um trabalho que reflete seu momento atual. “Sinto-me cada vez mais despojada das coisas materiais. Casacos de vison, jóias, bolsas antigas, tudo virou forma de expressão criativa, obra de arte com conteúdo”.

    Mineira, criada no Rio de Janeiro, a poetisa conta que nunca foi de badalação, e que os críticos de arte da década de 70 lhe sentenciaram o ostracismo caso a estreante não freqüentasse festas, reuniões e vernissages. “Mas como nunca soube ser boêmia, durmo às 20h, não mudei minha essência”.

    Segundo ela, o isolamento familiar nunca a afastou dos acontecimentos históricos do País. A artista, que veio para Brasília em 1977, orgulha-se de fazer arte engajada, com conteúdo político. “Na minha Via Sacra, feita para a Igreja do Perpétuo Socorro (Lago Sul), botei Jesus condenado no Congresso Nacional e crucificado no Supremo Tribunal Federal. Muita gente, até hoje, se incomoda com ela”, conta.

    Talvez por essa mesma rebeldia, a artista revele, aos poucos, não gostar de arte decorativa, “aquela feita para combinar com o vestido da dona da casa” e, completa, que adora quando seu trabalho gera provocação.

    Embora parte da exposição já pertença a colecionadores particulares, algumas obras estarão à venda. As peças variam entre R$ 3 mil e R$ 25 mil (a mais cara, que é composta por um conjunto de 22 quadros).

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