A Marvel Comics – maior indústria de revista em quadrinhos do planeta – celebra a façanha de levar às telas dos cinemas as aventuras de sua primeira família de heróis: o Quarteto Fantástico, que inaugurou a editora em 1961, pelo gênio criativo de Stan Lee (roteiro) e Jack Kirby (desenhos). O projeto do filme – engavetado pela própria Marvel em 1992, porque a primeira versão não chegou a ser distribuída devido à má qualidade – se tornou realidade nas mãos de Tim Story (das comédias Barbershop e Taxi) e estréia, hoje, nos cinemas da cidade.
Para a alegria da Marvel (e de seus incontáveis fãs), O Quarteto Fantástico – o longa-metragem – aposta na fidelidade com o histórico dos mais antigos heróis da companhia de HQs. A começar pela origem dos personagens: Sr. Fantástico (Dr. Reed Richards, intepretado por Ioan Guffud), Coisa (Ben Grimm, por Michael Chiklis), Mulher-Invisível (Susan “Sue” Storm, pela beldade Jessica Alba), Tocha Humana (Johnny Storm, por Chris Evans) e Dr. Victor Von Doom (o vilão mascarado, por Julian McMahon).
A trama começa com a jornada de cinco astronautas (Reed, Grimm, os irmãos Storm e Victor) que, durante uma exploração espacial, enfrentam uma misteriosa onda de energia cósmica. De volta à Terra, descobrem que foram dotados de superpoderes. Porém, um deles, o poderoso industrial Doom, enlouquece, e transforma-se numa ameaça para a humanidade. Ele fora o único que é lançado de volta ao planeta água e acaba desfigurado no processo de reentrada na atmosfera terrestre (daí a máscara).
Os outros quatro tripulantes da nave são bombardeados pelos misteriosos raios e acabam se transformando nos Quatro Fantásticos (outro nome pelo qual ficou conhecida a trupe de heróis dos gibis): Guffud ganhou o poder da elasticidade; Sue, o dom da invisibilidade e a capacidade de criar campos de força; Johnny, a habilidade de se inflamar; e Grimm agrega ao seu corpo uma formação rochosa, que lhe confere força quase-ilimitada.
O filme é situado nos dias atuais, com as tradicionaus batalhas urbanas na 5th Avenue de Nova York – ao estilo dos ambientes criados por Kirby. Entrevistados pelo jornal australiano The Mercury, Guffud, Evans, Alba e Chiklis revelaram que já estão contratados para as continuações do filme. O acordo vale por doze anos, para uma trilogia. Se esse prazo for utilizado em toda sua extensão, o terceiro só entrará em cartaz em 2016. “Mas que inferno. O Coisa terá que usar muletas”, brincou Chiklis, que interpreta o herói pedregoso.