Ambiciosa assumida, Giovanna Antonelli tem a mesma velocidade de sua personagem, Bárbara, da trama Da Cor do Pecado. “Além da novela e do teatro, estou fazendo o piloto de um programa de televisão e quero fazer um filme para o ano que vem. Tenho milhões de projetos pipocando ao mesmo tempo. Estou também negociando os direitos de uma outra peça”, enumera a atriz, que quer estar em outubro com o espetáculo Dois na Gangorra em Portugal, depois no Japão – levada por uma empresa brasileira – e, quem sabe, Argentina e Miami, nos Estados Unidos.
O ritmo frenético não está muito distante da vilã Bárbara. Mas que as diferenças fiquem claras. “Se não tiver ambição, melhor desistir. Mas a minha é completamente dentro dos limites e não passa por cima de ninguém”, decreta Giovanna. “Bárbara tem prazer em jogar. No dia em que estiver lá em cima, não vai ficar contente porque não terá a conquista”, analisa. “Ela quer ficar milionária. Não quer jóia, é pouco”, completa.
CriançasPara conseguir chegar ao topo, Bárbara não poupa nem o filho, Otávio (Felipe Latgé). Nas ruas, no entanto, as crianças ainda mantêm a lembrança da boazinha Jade. “O Clone tinha uma coisa mágica. Ninguém fala das maldades da Bárbara. As crianças pedem autógrafo, beijam, abraçam. Sempre gostei muito de criança”, conta. “Não passo pelas coisas que minhas colegas já passaram, de apanhar na rua”, conforma-se a atriz, que pensa em ter filhos, mas não planejou a data.
“Não quero passar por essa vida sem ser mãe. Mas ainda estou muito centrada no trabalho. Além disso, tem muita criança em volta de mim. Há sempre luz na minha casa”, diz a atriz, de 28 anos, casada com o ator Murilo Benício – pai de Antônio, de 6 anos -, com quem iniciou o romance na novela O Clone. “Não ligo para o assédio. Tento me preservar, mas sei que as pessoas têm curiosidade, por estarmos na casa delas diariamente. Se não quisesse exposição, iria trabalhar num escritório, seria advogada ou médica.”
Da Bárbara, até agora, Giovanna herdou a ousadia ao se vestir. “Esse cabelo me deu uma personalidade diferente. Fiquei mais antenada em moda, uma coisa em que eu não era tão ligada”, admite a atriz. “São mudanças boas. Sempre fui muito basiquinha: jeans, camiseta. Aprendi a criar um estilo para mim, sem estar num segmento de moda. Cada dia acordo com vontade de usar uma coisa diferente, uma florzinha no cabelo”, completa a atriz.
Giovanna é cheia de macetes para suas personagens. Um deles é o perfume. Em Da Cor do Pecado, o cheiro que a atriz leva para o estúdio é Amor Amor, da linha Cacharel. “Isso dá uma identidade para as personagens. O da Jade é Ultravioleta, do Paco Rabanne, e da Capitu (de Laços de Família), Kenzo. Anita Garibaldi (de A Casa das Sete Mulheres) não tinha perfume e, sim, cheiro de terra e cavalo”, enumera Giovanna.