E o SBT Repórter, quem diria, acabou em Parintins. Este programa, que já teve momentos memoráveis e reuniu em suas fileiras alguns dos maiores nomes da imprensa brasileira, hoje está reduzido à humilhante condição de um programa de aluguel. É o segundo ou terceiro ano seguido que fazem a mesma coisa de lá. Tudo vendido. Todos ainda devem se lembrar da entrevista feita por Roberto Cabrini com Fernando Collor de Mello, em Miami (a primeira após a cassação do seu mandato). Como também é impossível esquecer outras excelentes reportagens feitas nos mais diversos pontos do Brasil e em países como Holanda, China, Vietnã, México, Cuba, Tailândia, Portugal, Iraque, Angola. A sua produção foi interrompida há cerca de dois anos. Agora, lamentavelmente, o programa se presta a fazer o serviço do departamento comercial do SBT. Funciona na base do pagou, levou. Nada contra a festa de Parintins, que se coloca como um dos principais eventos do calendário turístico do nosso País, além de ser um grande acontecimento para aquela importante região. Só que, programa jornalístico não deve ser utilizado para atender interesses comerciais de emissora nenhuma. Esta é uma combinação impossível. Usando a velha expressão, “passaram o SBT Repórter nos cobre”. Que coisa feia!