Existe uma grande preocupação na Bandeirantes chamada Boa Noite Brasil. No ano passado, o programa, que deveria ser a menina dos olhos, não decolou. Ibope medíocre, formato que remete a uma colcha de retalhos e, pra variar, uma tremenda crise de identidade proporcionada por Gilberto Barros. Não era para dar certo mesmo. O Boa Noite Brasil começou com tapete vermelho e logo em seguida se rendeu a mesmice. Desesperado, passou a copiar quadros de emissoras concorrentes e não poupou sequer a extinta Escolinha do Professor Raimundo. Fora isso, um Gilberto Barros tentava, em vão, imitar os estilos de Flávio Cavalcanti, Silvio Santos, Gugu, Faustão…, enfim uma tremenda salada mal-temperada. Para este ano, a Bandeirantes promete dar “uma cara” ao programa. Que faça o mesmo com o apresentador. Outro problema que derrubou o Boa Noite Brasil em 2003: a Bandeirantes não acertou a mão no título que antecedia o programa. Foram várias as tentativas. O Claquete, de Otávio Mesquita, além de negar fogo (leia-se audiência) saiu do ar após denúncia de que as pegadinhas eram todas armadas. Rolou até demissão no circuito. Depois, a Bandeirantes exibiu desenhos japoneses, e o fiasco foi maior ainda. Apelaram, na seqüência, para o Show da Fé. O rombo apenas aumentou. Preocupada com essa situação, a emissora do Morumbi vai mexer de novo na grade e apresentar, possivelmente já no dia 19, uma novela portuguesa antes do Boa Noite Brasil. E boa sorte.