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Pequena mais que notável

Arquivo Geral

09/02/2004 0h00

Se estivesse viva, Carmen Miranda completaria, amanhã, 95 anos de vida. A meteórica história da Pequena Notável (como era chamada pelo radialista César Ladeira), considerada o maior símbolo pop brasileiro do século 20, estará à disposição do público brasiliense a partir de amanhã, no Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal.

A exposição No Tic Tac de Carmen Miranda sai de São Paulo, onde ficou por cinco anos consecutivos, de 1998 a 2003. “Era para ficar apenas três meses, mas a curiosidade da população foi tanta que tivemos de esticá-la”, diz Carlos Eduardo Carneiro, agente cultural da Caixa em São Paulo.

A mostra, composta por adereços usados pela artista, partituras, revistas de época, duas réplicas de figurino e 124 ampliações fotográficas do acervo da jornalista Dulce Damasceno de Brito (amiga pessoal e biógrafa de Carmen), ganha, em Brasília, convidados especiais, como o artista plástico Zéllo Visconti, que apresenta uma instalação inspirada “na ousadia e na cor” da cantora. Grafiteiros e artistas da cidade também deverão expor algumas obras em homenagem à diva das bananas. Mas a maior curiosidade deverá ser a fotografia de Mário Cunha – funcionário da Caixa Econômica e remador do Clube de Regatas do Flamengo –, que foi a grande paixão de Carmen Miranda, segundo Zéllo Visconti.

A estrela, que nasceu em 1909, no Porto (Portugal), foi criada no Rio de Janeiro, onde se transformou em um carioca da gema. Gostava de samba, reunir amigos, tomar caipirinha e falar palavrão. Como mulher, queria ter filhos. Como profissional, evitou-os. Anos mais tarde, se arrependeu.

O primeiro grande sucesso da extravagante cantora foi Taí – Pra Você Gostar de Mim (veja letra ao lado). A marchinha de carnaval de Joubert de Carvalho, gravada em 1930, vendeu 36 mil cópias – um fenômeno para a época –, transformando-a em celebridade nacional do dia para a noite. Carmen chegou aos Estados Unidos em 1939. Em 46 já era a artista mais bem paga de Hollywood, onde foi tendência, com seus irreverentes sapatos plataforma.

O êxito de Carmen já foi atribuído à política de boa vizinhança que o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt implementava na década de 40, durante a Segunda Guerra Mundial. Mas há controvérsias.

O biógrafo Abel Cardoso Júnior defende a tese de que a estrela já havia sido contratada pelo empresário Lee Shubert bem antes que a aproximação cultural e ideológica estivesse consolidada. Carmen morreu no dia 5 de agosto de 1955 em sua casa em Beverly Hills (Los Angeles), com 46 anos de idade, vítima de um colapso cardíaco.

serviço

No Tic Tac de Carmen Miranda – Exposição sobre a vida de Carmen Miranda. De amanhã a 21 de março, no Conjunto Cultural da Caixa (SBS, quadra 4). Visitação de terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada franca. Mais informações: 414-6898.

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    Pequena mais que notável

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    09/02/2004 0h00

    Se estivesse viva, Carmen Miranda completaria, amanhã, 95 anos de vida. A meteórica história da Pequena Notável (como era chamada pelo radialista César Ladeira), considerada o maior símbolo pop brasileiro do século 20, estará à disposição do público brasiliense a partir de amanhã, no Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal.

    A exposição No Tic Tac de Carmen Miranda sai de São Paulo, onde ficou por cinco anos consecutivos, de 1998 a 2003. “Era para ficar apenas três meses, mas a curiosidade da população foi tanta que tivemos de esticá-la”, diz Carlos Eduardo Carneiro, agente cultural da Caixa em São Paulo.

    A mostra, composta por adereços usados pela artista, partituras, revistas de época, duas réplicas de figurino e 124 ampliações fotográficas do acervo da jornalista Dulce Damasceno de Brito (amiga pessoal e biógrafa de Carmen), ganha, em Brasília, convidados especiais, como o artista plástico Zéllo Visconti, que apresenta uma instalação inspirada “na ousadia e na cor” da cantora. Grafiteiros e artistas da cidade também deverão expor algumas obras em homenagem à diva das bananas. Mas a maior curiosidade deverá ser a fotografia de Mário Cunha – funcionário da Caixa Econômica e remador do Clube de Regatas do Flamengo –, que foi a grande paixão de Carmen Miranda, segundo Zéllo Visconti.

    A estrela, que nasceu em 1909, no Porto (Portugal), foi criada no Rio de Janeiro, onde se transformou em um carioca da gema. Gostava de samba, reunir amigos, tomar caipirinha e falar palavrão. Como mulher, queria ter filhos. Como profissional, evitou-os. Anos mais tarde, se arrependeu.

    O primeiro grande sucesso da extravagante cantora foi Taí – Pra Você Gostar de Mim (veja letra ao lado). A marchinha de carnaval de Joubert de Carvalho, gravada em 1930, vendeu 36 mil cópias – um fenômeno para a época –, transformando-a em celebridade nacional do dia para a noite. Carmen chegou aos Estados Unidos em 1939. Em 46 já era a artista mais bem paga de Hollywood, onde foi tendência, com seus irreverentes sapatos plataforma.

    O êxito de Carmen já foi atribuído à política de boa vizinhança que o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt implementava na década de 40, durante a Segunda Guerra Mundial. Mas há controvérsias.

    O biógrafo Abel Cardoso Júnior defende a tese de que a estrela já havia sido contratada pelo empresário Lee Shubert bem antes que a aproximação cultural e ideológica estivesse consolidada. Carmen morreu no dia 5 de agosto de 1955 em sua casa em Beverly Hills (Los Angeles), com 46 anos de idade, vítima de um colapso cardíaco.

    serviço

    No Tic Tac de Carmen Miranda – Exposição sobre a vida de Carmen Miranda. De amanhã a 21 de março, no Conjunto Cultural da Caixa (SBS, quadra 4). Visitação de terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada franca. Mais informações: 414-6898.

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