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Palavra silenciada

Arquivo Geral

05/02/2004 0h00

A escritora paulista Hilda Hilst morreu na madrugada de ontem, aos 73 anos, em Campinas (interior de São Paulo). De acordo com nota oficial do Hospital das Clínicas, onde a poetisa estava internada há 35 dias em conseqüência de uma queda que lhe quebrou o fêmur, a operação à qual se submeteu foi bem-sucedida. Entretanto, por apresentar deficiência crônica cardíaca e pulmonar, a situação se agravou, culminando com a falência múltipla dos órgãos. Seu corpo foi velado no Cemitério das Aléias, onde foi enterrado às 16h.

Autora de 41 livros, entre eles O Caderno Rosa de Lori Lamby, com teor pornográfico, Hilda Hilst nasceu em Jaú, no interior de São Paulo, mas morava na Casa do Sol, chácara próxima a Campinas. Formada em Direito pela Faculdade São Francisco, da USP, Hilda escreveu aos 20 anos seu primeiro livro de poesias, Presságio. Sua última obra, Estar Sendo Ter Sido, foi publicada em 1997.

A escritora, que teve textos traduzidos para o francês, o inglês, o italiano e o alemão, recebeu importantes prêmios, como o de melhor livro do ano, concedido pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), por Ficções (1977), e o Jabuti, em 1984, por Cantares de Perda e Predileção (1983), e em 1993 por A Obscena Senhora D. Qadós.

Filha única do jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso, Hilda Hilst nasceu em Jaú, interior de São Paulo, em 21 de abril de 1930. Anos depois, com o pai internado em um sanatório em Campinas (ele sofria de esquizofrenia), muda-se com sua mãe para Santos.

Em 1952, Hilda se forma em Direito pela Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco). A partir de então levaria uma vida boêmia até 1963.

Bonita e muito “avançada” para os padrões morais da época, Hilst despertou paixões em empresários, poetas (inclusive Vinicius de Moraes) e artistas. Namorou com o ator americano Dean Martin e teria flertado com o galã Marlon Brando. Em 1968, casou-se com o escultor Dante Casarini.

Nos anos 70, baseando-se nos experimentos do pesquisador sueco Friedrich Juergenson relatados no livro Telefone Para o Além, Hilda Hilst se dedicaria a gravar, através de ondas radiofônicas, de vozes que, assegurava, seriam de pessoas mortas.

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    Arquivo Geral

    05/02/2004 0h00

    A escritora paulista Hilda Hilst morreu na madrugada de ontem, aos 73 anos, em Campinas (interior de São Paulo). De acordo com nota oficial do Hospital das Clínicas, onde a poetisa estava internada há 35 dias em conseqüência de uma queda que lhe quebrou o fêmur, a operação à qual se submeteu foi bem-sucedida. Entretanto, por apresentar deficiência crônica cardíaca e pulmonar, a situação se agravou, culminando com a falência múltipla dos órgãos. Seu corpo foi velado no Cemitério das Aléias, onde foi enterrado às 16h.

    Autora de 41 livros, entre eles O Caderno Rosa de Lori Lamby, com teor pornográfico, Hilda Hilst nasceu em Jaú, no interior de São Paulo, mas morava na Casa do Sol, chácara próxima a Campinas. Formada em Direito pela Faculdade São Francisco, da USP, Hilda escreveu aos 20 anos seu primeiro livro de poesias, Presságio. Sua última obra, Estar Sendo Ter Sido, foi publicada em 1997.

    A escritora, que teve textos traduzidos para o francês, o inglês, o italiano e o alemão, recebeu importantes prêmios, como o de melhor livro do ano, concedido pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), por Ficções (1977), e o Jabuti, em 1984, por Cantares de Perda e Predileção (1983), e em 1993 por A Obscena Senhora D. Qadós.

    Filha única do jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso, Hilda Hilst nasceu em Jaú, interior de São Paulo, em 21 de abril de 1930. Anos depois, com o pai internado em um sanatório em Campinas (ele sofria de esquizofrenia), muda-se com sua mãe para Santos.

    Em 1952, Hilda se forma em Direito pela Faculdade de Direito da USP (Largo São Francisco). A partir de então levaria uma vida boêmia até 1963.

    Bonita e muito “avançada” para os padrões morais da época, Hilst despertou paixões em empresários, poetas (inclusive Vinicius de Moraes) e artistas. Namorou com o ator americano Dean Martin e teria flertado com o galã Marlon Brando. Em 1968, casou-se com o escultor Dante Casarini.

    Nos anos 70, baseando-se nos experimentos do pesquisador sueco Friedrich Juergenson relatados no livro Telefone Para o Além, Hilda Hilst se dedicaria a gravar, através de ondas radiofônicas, de vozes que, assegurava, seriam de pessoas mortas.

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