Tudo o que aqui foi colocado sobre a saída de Jean Teppet e a entrada de Eugênio Lopez, passando a ocupar de fato – não de direito – a vice-presidência do SBT, causou grande alvoroço em todo o mercado. E nem poderia ser diferente. Todos procuram, pelo menos, entender o que está acontecendo e tentam arriscar algum prognóstico a respeito dos verdadeiros planos de Sílvio Santos. Na verdade, ele é o dono da emissora e dela pode fazer o que quiser, certo? Errado. Televisão é uma concessão do Governo, e as leis que regem as empresas de comunicação do nosso país não permitem que estrangeiros ocupem cargos em suas diretorias. Eugênio Lopez, cuja capacidade de trabalho não nos cabe discutir, é mexicano, portanto, está impedido de exercer a vice-presidência ou qualquer outro cargo diretivo no SBT. Nem cabe discussão. Qualquer coisa diferente disso só pode ser entendida como uma manobra à lei. A mesma pergunta continua sem resposta: será que em todo o nosso mercado de trabalho, onde não faltam excelentes executivos para as mais diferentes funções, não existe alguém capaz de exercer a vice-presidência do SBT? Será que Sílvio Santos tem mesmo essa necessidade de buscar lá fora ou há algo de mais estranho e misterioso no reino da Anhangüera?