Menu
Promoções

Ode ao samba no Teatro da Caixa

Arquivo Geral

13/02/2004 0h00

O carnaval de Brasília já começa hoje. O Conjunto Cultural da Caixa traz consagrados nomes do samba para contar e tocar um pouco desse ritmo que não se perde no tempo.

O sambista da Portela Monarco abre a programação hoje, às 21h, no Teatro da Caixa. No repertório, músicas que foram sucessos na voz do cantor Zeca Pagodinho, como Coração em Desalinho e Vai Vadiar, e também muito samba com Quitandeiro, Tudo Menos Amor, Passado de Glória, entre outras. “Vou me sentir em casa, Brasília está bem evoluída em termos de samba”, afirma o sambista.

Nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, Hildemar Diniz, como foi batizado, teve contato com os sambistas da escola carioca Portela aos dez anos, integrando blocos e compondo sambas. Em 1950, passou a ser integrante da ala dos compositores da Portela e hoje, aos 71 anos, apresenta-se com a Velha Guarda, é o integrante mais novo e diretor de harmonia da escola. “Vou tocar em Brasília Lendas e Mistérios do Amazonas, o samba-enredo que a Portela vai desfilar neste ano”, adianta.

Autor do tradicional samba de raiz, Monarco está entre os compositores mais respeitados da sua geração. “O samba é a trilha sonora do Brasil. Não é à toa que os hotéis do Rio ficam lotados no carnaval. Todo mundo querendo ver a ginga do nosso País”, afirma.

Ainda na sexta-feira, a sambista brasiliense Anna Magdala anima o público com sua voz. O Grupo Samba Choro também faz show. Para encerrar a noite, a bateria, o mestre-sala, porta-bandeira e passistas da Escola de Samba Aruc, que comemora 42 anos de existência, se apresentam no foyer do teatro.

No sábado, às 21h, as apresentações serão gratuitas. O show no Tic-Tac com Carmem Miranda, parte da programação da exposição homônima em comemoração aos 95 anos da Pequena Notável, como era chamada, será apresentado ao público. A cantora Wilzy Carioca e o Bando da Lua de Brasília – composto por Jaime Ernest Dias (violão), Evandro Barcelos (cavaquinho), Beth Ernest Dias (flauta) e Tonho (pandeiro) – tocarão sucessos de Carmem Miranda.

No domingo, às 20h, é a vez do poeta do samba Nei Lopes. O carioca de 61 anos é cantor, historiador, advogado e compositor. Iniciou a carreira musical na década de 70, com Tem Gente Bamba na Roda de Samba.

Na década de 80, foi um dos impulsionadores do chamado “pagode de fundo de quintal”, que levou de novo o samba às paradas de sucesso. Dentre suas composições há uma temática afro-brasileira, como pode-se perceber em O Samba, na Realidade (1981) e Zé Kéti, O Samba Sem Senhor (2000). O grupo brasiliense Samba Choro se apresenta novamente nesse dia. No foyer do Teatro da Caixa, a bateria, o mestre-sala, porta-bandeira e passistas da Escola de Samba Acadêmicos do Gama encerram a programação.

O projeto tem por objetivo reunir ao longo do ano grandes nomes do samba brasileiro, incluindo os brasilienses, e possibilitar ao público a vivência de uma arte essencialmente brasileira. “O samba tem o espaço dele e ninguém rasga seu cartaz. Não condeno outros ritmos, mas gosto que toquem o nosso samba”, conclui Monarco.

    Você também pode gostar

    Ode ao samba no Teatro da Caixa

    Arquivo Geral

    13/02/2004 0h00

    O carnaval de Brasília já começa hoje. O Conjunto Cultural da Caixa traz consagrados nomes do samba para contar e tocar um pouco desse ritmo que não se perde no tempo.

    O sambista da Portela Monarco abre a programação hoje, às 21h, no Teatro da Caixa. No repertório, músicas que foram sucessos na voz do cantor Zeca Pagodinho, como Coração em Desalinho e Vai Vadiar, e também muito samba com Quitandeiro, Tudo Menos Amor, Passado de Glória, entre outras. “Vou me sentir em casa, Brasília está bem evoluída em termos de samba”, afirma o sambista.

    Nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, Hildemar Diniz, como foi batizado, teve contato com os sambistas da escola carioca Portela aos dez anos, integrando blocos e compondo sambas. Em 1950, passou a ser integrante da ala dos compositores da Portela e hoje, aos 71 anos, apresenta-se com a Velha Guarda, é o integrante mais novo e diretor de harmonia da escola. “Vou tocar em Brasília Lendas e Mistérios do Amazonas, o samba-enredo que a Portela vai desfilar neste ano”, adianta.

    Autor do tradicional samba de raiz, Monarco está entre os compositores mais respeitados da sua geração. “O samba é a trilha sonora do Brasil. Não é à toa que os hotéis do Rio ficam lotados no carnaval. Todo mundo querendo ver a ginga do nosso País”, afirma.

    Ainda na sexta-feira, a sambista brasiliense Anna Magdala anima o público com sua voz. O Grupo Samba Choro também faz show. Para encerrar a noite, a bateria, o mestre-sala, porta-bandeira e passistas da Escola de Samba Aruc, que comemora 42 anos de existência, se apresentam no foyer do teatro.

    No sábado, às 21h, as apresentações serão gratuitas. O show no Tic-Tac com Carmem Miranda, parte da programação da exposição homônima em comemoração aos 95 anos da Pequena Notável, como era chamada, será apresentado ao público. A cantora Wilzy Carioca e o Bando da Lua de Brasília – composto por Jaime Ernest Dias (violão), Evandro Barcelos (cavaquinho), Beth Ernest Dias (flauta) e Tonho (pandeiro) – tocarão sucessos de Carmem Miranda.

    No domingo, às 20h, é a vez do poeta do samba Nei Lopes. O carioca de 61 anos é cantor, historiador, advogado e compositor. Iniciou a carreira musical na década de 70, com Tem Gente Bamba na Roda de Samba.

    Na década de 80, foi um dos impulsionadores do chamado “pagode de fundo de quintal”, que levou de novo o samba às paradas de sucesso. Dentre suas composições há uma temática afro-brasileira, como pode-se perceber em O Samba, na Realidade (1981) e Zé Kéti, O Samba Sem Senhor (2000). O grupo brasiliense Samba Choro se apresenta novamente nesse dia. No foyer do Teatro da Caixa, a bateria, o mestre-sala, porta-bandeira e passistas da Escola de Samba Acadêmicos do Gama encerram a programação.

    O projeto tem por objetivo reunir ao longo do ano grandes nomes do samba brasileiro, incluindo os brasilienses, e possibilitar ao público a vivência de uma arte essencialmente brasileira. “O samba tem o espaço dele e ninguém rasga seu cartaz. Não condeno outros ritmos, mas gosto que toquem o nosso samba”, conclui Monarco.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado