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O velho SBT

Arquivo Geral

15/02/2005 0h00

O crescimento da Record nos leva a importantes conclusões. A primeira delas é o incontestável desejo da sua direção em conseguir, custe o que custar, o segundo lugar de audiência o mais rapidamente possível. Os números da última semana demonstram que este objetivo, pelo menos parcialmente, vem sendo alcançado. E é aí que entra uma outra questão, cuja resposta ainda não existe: no quadro de agora, em que ponto termina o mérito da Record e começa a responsabilidade do SBT? Para que esse avanço pudesse ser notado, em audiência e também junto ao mercado, a emissora da Barra Funda foi ao ataque. Contratou apresentadores, repórteres, foi buscar tecnologia de ponta lá fora, enfim, arregaçou as mangas. Também tomou bola nas costas. Faz parte do jogo. Teve, por exemplo, um enorme tropeço (prejuízo financeiro) com Metamorphoses, mas soube extrair ensinamentos e acertou com A Escrava Isaura. Aliás, quem se lembra de Metamorphoses? Ela já pertence a um passado distante. O que importa é o agora, e a Record tem, salvo qualquer engano, a maior carga horária de programação ao vivo. Isso conta e também provoca maior identificação com o telespectador. Todo esse trabalho tem repercussão imediata no mercado, que hoje vê a Record de uma maneira diferente, com outros olhos, e não apenas como uma rede de tevê comandada por líderes evangélicos. Sua grade, estável, é outro ponto positivo. E o SBT, o que tem feito nesses últimos meses? Sei que não é uma tarefa fácil, mas alguém precisa convencer Silvio Santos de que nenhuma grande rede de televisão do mundo pode abrir mão de um bom jornalismo. Tudo começa por aí. Os programas de auditório, especialidade da casa, estão em franca decadência. É uma bobagem insistir por aí. O nosso herói, pessoalmente, tem até o direito de não gostar de jornalismo e de jornalista, mas, como dono de emissora, precisa pensar de uma maneira diferente e saber separar as coisas. Hoje, lamentavelmente, o que existe lá é um jornalismo de fundo de quintal. Apenas cumpre tabela. Basta reparar como é insignificante sua cobertura em qualquer evento ou quando há eleições no País. Parece um dia normal, como outro qualquer. A dramaturgia depende dos mexicanos e sua grade é quase que inteiramente dominada por longas-metragens e seriados. A continuar assim, em breve o SBT estará brigando com a Record, mas no sentido inverso, para voltar ao segundo lugar.

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    15/02/2005 0h00

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