Ontem, o presidente da Rádio e TV Cultura (a emissora de televisão tem parte de sua programação exibida em Brasília pela TV Nacional), Marcos Mendonça reuniu a imprensa num almoço, para apresentar informalmente o balanço do primeiro ano da sua gestão. É importante ressaltar o trabalho que foi feito. A Cultura passou por momentos dramáticos, esteve à beira do ostracismo e, graças à firme liderança desta nova direção, começa a apresentar sinais de recuperação. A sua situação financeira vai sendo reequilibrada, em função do correto investimento do dinheiro público, que nunca faltou, mas também com a entrada de novas verbas, via iniciativa privada. São mais do que legítimos os trabalhos agora desenvolvidos na busca por caminhos que viabilizem, ao mesmo tempo, a sobrevivência da emissora e o cumprimento dos deveres de uma televisão educativa, que nunca pode abrir mão do conteúdo. Novos equipamentos estão sendo adquiridos, ao mesmo tempo em que todo o seu acervo, mais de 125 mil horas de fitas, passa por um processo de digitalização. Programas antigos, como Metrópolis, Roda Viva, Vitrine, Ensaio e o musical da Inezita Barroso, foram repaginados. Já a teledramaturgia, uma tradição da Cultura, foi reativada com o lançamento do Senta que lá vem comédia nas noites de sábado. O festival de música, que recebeu 5.198 inscrições, já selecionou 48 participantes, que serão apresentados a partir de agosto. A linha infantil sofrerá ampliações e o mesmo acontece com o Departamento de Esportes, agora revigorado, cobrindo novamente grandes eventos e com atenções voltadas para a próxima Olimpíada. A Cultura, depois de muito tempo, vive um momento especial.