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Arquivo Geral

03/02/2004 0h00

Há muito Brasília está no circuito das grandes exposições e dos eventos de arte, com importância mundial, que pisam em terras brasileiras. Mas o mesmo não ocorre freqüentemente com os filmes. Salvo exceções como o FIC (Festival Internacional de Cinema) que traz filmes inéditos à Academia de Tênis. No quesito cinema, Brasília deixa muito a desejar. Um exemplo disso é o novo filme de Lars Von Trier, Dogville, que participou da seleção oficial do Festival de Cannes em 2003 e só entrou em cartaz na cidade no último mês.

Com a mostra de inéditos que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a partir de hoje, o brasiliense poderá conferir títulos premiados que freqüentaram o circuito dos grandes festivais europeus e independentes dos Estados Unidos e que até então não haviam chegado por aqui.

Serão duas semanas com quatro sessões diárias de exibição e uma programação que oferece preciosidades, como o recente documentário Fellini: Eu Sou um Grande Mentiroso, de Damian Pettigrew. O filme foi elaborado a partir de dez horas de entrevistas gravadas com o inesquecível mestre italiano. Outro destaque é Bully, a mais nova irreverência perturbadora de Larry Clark, o mesmo do inquietante Kids. No filme, um grupo de adolescentes decide assassinar um colega que, agressivo e prepotente, importuna a todos.

A mostra é dividida entre 12 filmes em película e 12 títulos projetados em vídeo. Estão reservadas para o sistema de vídeo as sessões das 14h30 (no primeiro fim de semana da mostra haverá sessões também às 12h30).

Integram a seleção neste formato filmes como Anos Loucos, que reproduz a amizade dos escritores beats Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs, na Nova York da década de 40, e O Centro do Mundo, filme de Wayne Wang, o mesmo autor do surpreendente Cortina de Fumaça. O Centro do Mundo foi exibido hours concurs no Festival de Cannes em 2000.

O documentário Cuba Feliz, realizado por uma das revelações do jovem cinema francês Karin Dridi, é outra boa surpresa da mostra. O filme fala de músicos anônimos cubanos que ganham a vida tocando em bares. O documentário integrou a prestigiada mostra Quinzena dos Realizados, do Festival de Cannes

Destaque ainda para Slogans, produção albanesa dirigida por Gjergj Xhuvani e Tamás e Juli, da cineasta húngara Ildikó Enyedi, que ainda não foram lançados no Brasil .

Estará também sendo exibido na mostra Baixo Califórnia, filme assinado por Carlos Bolado, um dos mais importantes nomes no novo cinema mexicano. Este seu primeiro longa, Baixo Califórnia, recebeu prêmios em vários festivais internacionais e chegou a ficar com sete Arieis – prêmio máximo do cinema mexicano -, inclusive os de melhor filme e o de melhor estréia além de ter sido considerado por muitos críticos do país como uma das obras-primas da produção moderna do país. O filme mostra o drama de um artista plástico que foge para o deserto após atropelar uma grávida e não prestar socorro. Atormentado pela culpa, passa a realizar obras em memória da vítima com elementos da natureza. O cinema italiano contemporâneo está bem representado na mostra com o filme Os Cem Passos, do diretor Marco Tullio Giordana.

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    Nunca vistos

    Arquivo Geral

    03/02/2004 0h00

    Há muito Brasília está no circuito das grandes exposições e dos eventos de arte, com importância mundial, que pisam em terras brasileiras. Mas o mesmo não ocorre freqüentemente com os filmes. Salvo exceções como o FIC (Festival Internacional de Cinema) que traz filmes inéditos à Academia de Tênis. No quesito cinema, Brasília deixa muito a desejar. Um exemplo disso é o novo filme de Lars Von Trier, Dogville, que participou da seleção oficial do Festival de Cannes em 2003 e só entrou em cartaz na cidade no último mês.

    Com a mostra de inéditos que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a partir de hoje, o brasiliense poderá conferir títulos premiados que freqüentaram o circuito dos grandes festivais europeus e independentes dos Estados Unidos e que até então não haviam chegado por aqui.

    Serão duas semanas com quatro sessões diárias de exibição e uma programação que oferece preciosidades, como o recente documentário Fellini: Eu Sou um Grande Mentiroso, de Damian Pettigrew. O filme foi elaborado a partir de dez horas de entrevistas gravadas com o inesquecível mestre italiano. Outro destaque é Bully, a mais nova irreverência perturbadora de Larry Clark, o mesmo do inquietante Kids. No filme, um grupo de adolescentes decide assassinar um colega que, agressivo e prepotente, importuna a todos.

    A mostra é dividida entre 12 filmes em película e 12 títulos projetados em vídeo. Estão reservadas para o sistema de vídeo as sessões das 14h30 (no primeiro fim de semana da mostra haverá sessões também às 12h30).

    Integram a seleção neste formato filmes como Anos Loucos, que reproduz a amizade dos escritores beats Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs, na Nova York da década de 40, e O Centro do Mundo, filme de Wayne Wang, o mesmo autor do surpreendente Cortina de Fumaça. O Centro do Mundo foi exibido hours concurs no Festival de Cannes em 2000.

    O documentário Cuba Feliz, realizado por uma das revelações do jovem cinema francês Karin Dridi, é outra boa surpresa da mostra. O filme fala de músicos anônimos cubanos que ganham a vida tocando em bares. O documentário integrou a prestigiada mostra Quinzena dos Realizados, do Festival de Cannes

    Destaque ainda para Slogans, produção albanesa dirigida por Gjergj Xhuvani e Tamás e Juli, da cineasta húngara Ildikó Enyedi, que ainda não foram lançados no Brasil .

    Estará também sendo exibido na mostra Baixo Califórnia, filme assinado por Carlos Bolado, um dos mais importantes nomes no novo cinema mexicano. Este seu primeiro longa, Baixo Califórnia, recebeu prêmios em vários festivais internacionais e chegou a ficar com sete Arieis – prêmio máximo do cinema mexicano -, inclusive os de melhor filme e o de melhor estréia além de ter sido considerado por muitos críticos do país como uma das obras-primas da produção moderna do país. O filme mostra o drama de um artista plástico que foge para o deserto após atropelar uma grávida e não prestar socorro. Atormentado pela culpa, passa a realizar obras em memória da vítima com elementos da natureza. O cinema italiano contemporâneo está bem representado na mostra com o filme Os Cem Passos, do diretor Marco Tullio Giordana.

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