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MPB instrumental refinada

Arquivo Geral

10/02/2004 0h00

É inegável que Armandinho seja um fenômeno do bandolim brasileiro. Salvo comparações a Hamilton de Holanda, outro dos maiores virtuoses do instrumento, o músico baiano registra uma de suas melhores performances no disco ao vivo Retocando o Choro. O álbum é um exemplo do que há de melhor na primeira leva do ano da gravadora Biscoito Fino, que ainda coloca nas prateleiras outros refinados trabalhos da música brasileira instrumental: o primeiro do pianista Marcos Nimritcher, a coletânea Memorável Samba e o disco de estréia do conjunto Nós Quatro.

Armandinho é mestre em “perverter” a música dos antigos chorões. Em seu novo álbum, essa característica está ainda mais clara quando seus ligeiros dedos “entortam” Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim, e Apanhei-te Cavaquinho, de Ernesto Nazareth, para citar alguns exemplos.

Ex-integrante da banda A Cor do Som e filho do inventor do trio elétrico, Osmar Macedo, ele dispensa a partitura. O instrumentista, inquieto, não segue o script. Ao vivo, então, o músico baiano vai ao extremo e luta contra a matemática dos compassos, como nos improvisos que enfeitam a romântica Oceano, de Djavan.

No entanto, as tentativas mais ousadas do bandolinista estão nos clássicos de Jacob, em si um mestre do chorinho. Armandinho colocou de ponta-cabeça a introdução da música Noites Cariocas; depois, quando tudo parecia normal, envergou os arranjos originais com uma pegada de blues – coisa de gênio. Algo parecido o baiano fez com Santa Morena, do mesmo Jacob: aqui, faz jus ao título do álbum e, literalmente, retoca o choro. Na primeira faixa, Apanhei-Te, Cavaquinho, e em Assanhado, Armandinho faz uma dobradinha de virtuosismo com o violonista gaúcho Yamandú Costa.

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    MPB instrumental refinada

    Arquivo Geral

    10/02/2004 0h00

    É inegável que Armandinho seja um fenômeno do bandolim brasileiro. Salvo comparações a Hamilton de Holanda, outro dos maiores virtuoses do instrumento, o músico baiano registra uma de suas melhores performances no disco ao vivo Retocando o Choro. O álbum é um exemplo do que há de melhor na primeira leva do ano da gravadora Biscoito Fino, que ainda coloca nas prateleiras outros refinados trabalhos da música brasileira instrumental: o primeiro do pianista Marcos Nimritcher, a coletânea Memorável Samba e o disco de estréia do conjunto Nós Quatro.

    Armandinho é mestre em “perverter” a música dos antigos chorões. Em seu novo álbum, essa característica está ainda mais clara quando seus ligeiros dedos “entortam” Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim, e Apanhei-te Cavaquinho, de Ernesto Nazareth, para citar alguns exemplos.

    Ex-integrante da banda A Cor do Som e filho do inventor do trio elétrico, Osmar Macedo, ele dispensa a partitura. O instrumentista, inquieto, não segue o script. Ao vivo, então, o músico baiano vai ao extremo e luta contra a matemática dos compassos, como nos improvisos que enfeitam a romântica Oceano, de Djavan.

    No entanto, as tentativas mais ousadas do bandolinista estão nos clássicos de Jacob, em si um mestre do chorinho. Armandinho colocou de ponta-cabeça a introdução da música Noites Cariocas; depois, quando tudo parecia normal, envergou os arranjos originais com uma pegada de blues – coisa de gênio. Algo parecido o baiano fez com Santa Morena, do mesmo Jacob: aqui, faz jus ao título do álbum e, literalmente, retoca o choro. Na primeira faixa, Apanhei-Te, Cavaquinho, e em Assanhado, Armandinho faz uma dobradinha de virtuosismo com o violonista gaúcho Yamandú Costa.

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