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Milton Gonçalves biografado

Arquivo Geral

26/07/2005 0h00

“Ainda não acordei”, confessou o veterano Milton Golçalves na sexta passada, em sua visita ao Festival Internacional de Cinema em Brasília (FIC Brasília). O ator e diretor mineiro, de 72 anos, referia-se ao lançamento da biografia Milton Gonçalves, Um Negro em Movimento, do crítico literário Cláudio Valentinelli (M. Farani Editora).

A declaração emocionada é de quem se lembrava da infância marcada pelo preconceito racial, pela dificuldade financeira, persistência e mais de 50 anos dedicados à arte. “Jamais imaginei que alguém um dia tivesse o trabalho de reunir informações sobre minha vida e as publicasse. Isso é um legado para meus netos”, disse em entrevista ao Jornal de Brasília.

Filho de catadores de café, Milton Gonçalves se tornou ator de teatro na época em que trabalhava em uma gráfica. Um dia, o ator Leonel Cogan levou um ingresso da peça A Mão do Macaco para Milton imprimir. Curioso como sempre, ele perguntou ao ator de que era o ingresso. Quando soube que se tratava de um espetáculo, disse que gostaria de assistir. “Fiquei encantado. Aí fui envenenado”, relata no livro, escrito em forma de diálogo entre o ator e o autor.

Após o episódio, Milton foi convidado para participar de espetáculos teatrais e não parou mais. Em 1956, ingressa no Teatro de Arena e conhece atores como Lima Duarte e Gianfrancesco Guarnieri. A partir de então, começa a escrever peças de teatro e atuar no cinema. Em 1964, é contratado pela Rede Globo e participa de produções como Irmãos Coragem, em que atuou e dirigiu, O Bem Amado e a série Carandiru. Nas telonas, destaca-se em filmes como o recente As Filhas do Vento, em exibição no FIC, e o clássico A Rainha Diaba (1973), também em reprise no festival.

Serviço

Milton Gonçalves, Um Negro em Movimento – Livro do crítico Cláudio Valentinelli (M. Farani Editora). Preço sugerido: R$ 15.

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    26/07/2005 0h00

    “Ainda não acordei”, confessou o veterano Milton Golçalves na sexta passada, em sua visita ao Festival Internacional de Cinema em Brasília (FIC Brasília). O ator e diretor mineiro, de 72 anos, referia-se ao lançamento da biografia Milton Gonçalves, Um Negro em Movimento, do crítico literário Cláudio Valentinelli (M. Farani Editora).

    A declaração emocionada é de quem se lembrava da infância marcada pelo preconceito racial, pela dificuldade financeira, persistência e mais de 50 anos dedicados à arte. “Jamais imaginei que alguém um dia tivesse o trabalho de reunir informações sobre minha vida e as publicasse. Isso é um legado para meus netos”, disse em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Filho de catadores de café, Milton Gonçalves se tornou ator de teatro na época em que trabalhava em uma gráfica. Um dia, o ator Leonel Cogan levou um ingresso da peça A Mão do Macaco para Milton imprimir. Curioso como sempre, ele perguntou ao ator de que era o ingresso. Quando soube que se tratava de um espetáculo, disse que gostaria de assistir. “Fiquei encantado. Aí fui envenenado”, relata no livro, escrito em forma de diálogo entre o ator e o autor.

    Após o episódio, Milton foi convidado para participar de espetáculos teatrais e não parou mais. Em 1956, ingressa no Teatro de Arena e conhece atores como Lima Duarte e Gianfrancesco Guarnieri. A partir de então, começa a escrever peças de teatro e atuar no cinema. Em 1964, é contratado pela Rede Globo e participa de produções como Irmãos Coragem, em que atuou e dirigiu, O Bem Amado e a série Carandiru. Nas telonas, destaca-se em filmes como o recente As Filhas do Vento, em exibição no FIC, e o clássico A Rainha Diaba (1973), também em reprise no festival.

    Serviço

    Milton Gonçalves, Um Negro em Movimento – Livro do crítico Cláudio Valentinelli (M. Farani Editora). Preço sugerido: R$ 15.

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