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Médica que dá receitas de humor

Arquivo Geral

05/02/2004 0h00

Zezé Polessa é surpreendente. A atriz carioca, que se formou em Medicina mas não chegou a exercer a profissão, tem carisma até para fugir a uma pergunta. “Nunca menti a idade para ninguém, mas confesso que estou em choque. Quando me acostumar com a idéia, eu conto, tá?”.

Sobre medicina, não há crise. “Lá em casa tinha essa história de todo mundo se formar em alguma coisa. Quando terminei o curso, dei o canudo para meu pai e pronto. Estava livre para fazer aquilo que queria”. E o que ela queria, achou ao lado do amigo Miguel Falabella, em um dia qualquer de 1979, durante a montagem da peça O Despertar da Primavera (com Daniel Dantas, Rosane Goffman e Maria Padilha).

A parceria com Falabella continuou dando bons frutos em Mephisto, Florbela Espanca, a novela Salsa & Merengue, as peças Submarino (quando atuaram juntos “foi divertidíssimo”), Monólogos da Vagina e, agora, Síndromes

O texto, de Miguel e Maria Carmem Barbosa (escrito em apenas duas semanas), segundo a atriz, é engraçado por escancarar as neuroses que a gente vê “nos outros e no mundo todo, né?”, mas vale como um alerta: ” É difícil ter na platéia alguém tão paranóico quanto os personagens, mas que eles são parecidos com a gente, não há dúvida”.

Os pirados Em Síndromes, os três atores (Zezé, Miguel Magno e Luciana Braga) representam dez personagens “pirados, mas hilários”. Tem a síndica megalomaníaca (“que quer sempre chamar a polícia, falar com o prefeito”), o delegado hipocondríaco (“que tem estoque de Cibalena e Vagostezil”, uma mãe que adora operações plásticas, uma filha anoréxica (“que só se pesa pelada para descontar o peso da roupa”), uma amiga bulímica, “que come até doce estragado porque sabe que vai vomitar mesmo”, e por aí vai. Neuras que não ficam só no palco. Zezé admite que ela mesma já teve medo de tudo.

“Sempre que começava um projeto me alimentava desse medo. Achava normal conviver com isso. Foram anos de terapia para conseguir a autoridade necessária para me livrar disso”. Perguntada sobre as manias dos colegas de palco, Zezé não foge: “O Miguel (Magno) não pode ver ninguém com um probleminha que já vai colocando umas gotinhas de floral na água da pessoa ,e a Luciana (Braga) é a própria Jandira (personagem que se sente perseguida): chega sempre de mansinho para ver se a gente está falando dela. É mania de perseguição em estado bruto”.

ComédiaZezé Polessa, que já foi uma carola em Hilda Furacão, vilã em Memorial de Maria Moura, suburbana em Salsa & Merengue e perua em Porto dos Milagres, diz que não tem preferência por papéis, mas que gosta muito dos engraçados. “Fazer comédia é bom demais. O clima da coxia (bastidores) é mais leve, você dá mais gargalhada, até porque você trabalha com comediantes. Dizem que os palhaços são tristes. Eu não. Sou muito feliz.”

Desde o fim das gravações da novela Agora é Que São Elas, em agosto, o ritmo de trabalho de Zezé ficou mais calmo. Ela trabalhou no episódio Justiça, do programa Linha Direta, interpretando a estilista Zuzu Angel (morta em abril de 1976 em um suposto acidente de carro) e, nesse momento, além da peça, está lendo um roteiro de cinema. “Não tenho pressa. Agora, estou querendo mesmo é tempo para poder fazer minha mudança. Quero mais espaço.”

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    05/02/2004 0h00

    Zezé Polessa é surpreendente. A atriz carioca, que se formou em Medicina mas não chegou a exercer a profissão, tem carisma até para fugir a uma pergunta. “Nunca menti a idade para ninguém, mas confesso que estou em choque. Quando me acostumar com a idéia, eu conto, tá?”.

    Sobre medicina, não há crise. “Lá em casa tinha essa história de todo mundo se formar em alguma coisa. Quando terminei o curso, dei o canudo para meu pai e pronto. Estava livre para fazer aquilo que queria”. E o que ela queria, achou ao lado do amigo Miguel Falabella, em um dia qualquer de 1979, durante a montagem da peça O Despertar da Primavera (com Daniel Dantas, Rosane Goffman e Maria Padilha).

    A parceria com Falabella continuou dando bons frutos em Mephisto, Florbela Espanca, a novela Salsa & Merengue, as peças Submarino (quando atuaram juntos “foi divertidíssimo”), Monólogos da Vagina e, agora, Síndromes

    O texto, de Miguel e Maria Carmem Barbosa (escrito em apenas duas semanas), segundo a atriz, é engraçado por escancarar as neuroses que a gente vê “nos outros e no mundo todo, né?”, mas vale como um alerta: ” É difícil ter na platéia alguém tão paranóico quanto os personagens, mas que eles são parecidos com a gente, não há dúvida”.

    Os pirados Em Síndromes, os três atores (Zezé, Miguel Magno e Luciana Braga) representam dez personagens “pirados, mas hilários”. Tem a síndica megalomaníaca (“que quer sempre chamar a polícia, falar com o prefeito”), o delegado hipocondríaco (“que tem estoque de Cibalena e Vagostezil”, uma mãe que adora operações plásticas, uma filha anoréxica (“que só se pesa pelada para descontar o peso da roupa”), uma amiga bulímica, “que come até doce estragado porque sabe que vai vomitar mesmo”, e por aí vai. Neuras que não ficam só no palco. Zezé admite que ela mesma já teve medo de tudo.

    “Sempre que começava um projeto me alimentava desse medo. Achava normal conviver com isso. Foram anos de terapia para conseguir a autoridade necessária para me livrar disso”. Perguntada sobre as manias dos colegas de palco, Zezé não foge: “O Miguel (Magno) não pode ver ninguém com um probleminha que já vai colocando umas gotinhas de floral na água da pessoa ,e a Luciana (Braga) é a própria Jandira (personagem que se sente perseguida): chega sempre de mansinho para ver se a gente está falando dela. É mania de perseguição em estado bruto”.

    ComédiaZezé Polessa, que já foi uma carola em Hilda Furacão, vilã em Memorial de Maria Moura, suburbana em Salsa & Merengue e perua em Porto dos Milagres, diz que não tem preferência por papéis, mas que gosta muito dos engraçados. “Fazer comédia é bom demais. O clima da coxia (bastidores) é mais leve, você dá mais gargalhada, até porque você trabalha com comediantes. Dizem que os palhaços são tristes. Eu não. Sou muito feliz.”

    Desde o fim das gravações da novela Agora é Que São Elas, em agosto, o ritmo de trabalho de Zezé ficou mais calmo. Ela trabalhou no episódio Justiça, do programa Linha Direta, interpretando a estilista Zuzu Angel (morta em abril de 1976 em um suposto acidente de carro) e, nesse momento, além da peça, está lendo um roteiro de cinema. “Não tenho pressa. Agora, estou querendo mesmo é tempo para poder fazer minha mudança. Quero mais espaço.”

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