A peça ao lado – feita em latão, no século 18, na Nigéria – é apenas uma das cerca de 200 peças que compõem a mostra Arte da África, em cartaz para o público a partir de amanhã, no Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Sul, em frente ao Clube de Golfe). São esculturas figurativas, máscaras, instrumentos musicais e objetos de uso cotidiano – como jóias em ouro e marfim, pentes com decorações e apoios para a nuca –, que integram o acervo do Museu Etnológico de Berlim. A maioria delas são do século 15 ao 20 e vieram de 31 países da África subsaariana, com ênfase no Congo, em Camarões e em Angola. No total, o Museu Etnológico de Berlim tem um acervo africano de 75.000 peças, constituindo um dos mais importantes do mundo, mas mantém apenas 200 em exposição. As obras da coleção do museu foram compradas de colecionadores particulares europeus ou adquiridas diretamente na África, pelos próprios pesquisadores do museu, principalmente durante o século 20. Arte da África ficará em cartaz até 21 de março.