A animação Madagascar (DreamWorks), que estréia hoje nas salas de todo País (com exibição em pré-estréia por duas semanas em Brasília), tem como protagonistas animais do zoológico do Central Park, em Nova York. De tão urbanos que são, eles utilizam secador de cabelo (ou pêlo), correm na esteira, celebram aniversários, fazem acupuntura, lêem jornal, têm suvenirs com suas próprias imagens e consideram a natureza um lugar anti-higiênico. A produção tem como personagem principal o leão Alex – foco das atenções no zoológico, que mal cabe em si, tamanho o orgulho de seu rugido e porte atlético. O herói divide a cena com a simpática hipopótama Glória, a hipocondríaca girafa Melmam e a divertida zebra Marty, insatisfeita com a vida na cidade grande. Por causa dessa insatisfação, os seres humanos se sensibilizam e decidem mandar os bichos para algum lugar na África.
Uma sabotagem dos “pingüins psicóticos” faz com que o navio mude de rumo e eles desembarquem em um lugar não previsto nos planos: a ilha de Madagascar, no sul da África. Nesse ambiente natural, o filme torna-se ainda mais interessante e engraçado – segue o estilo de animações como Shrek (da própria Dreamworks) e dos megaprodutos da Pixar Procurando Nemo e Monstros S.A.), que agradam adultos e crianças. Há, por exemplo, seqüências hilárias que mostram a falta de intimidade dos quadrúpedes nova-iorquinos com situações e elementos comuns na natureza.
Na versão original, os personagens são dublados pelos atores Ben Stiller (Alex), Chris Rock (Marty), David Schwimmer (Melman) e Jada Pinkett Smith (Gloria, dublada na versão em português pela comediante Heloísa Perissè). De acordo com a distribuidora UPI a versão em inglês estará disponível em apenas 30 das 450 salas brasileiras onde Madagascar será exibido.