Há pelo menos dois anos, o roqueiro Léo Jaime tenta assinar seu retorno à plena atividade com uma agenda repleta de shows, já que seu reingresso ao mercado fonográfico foi prejudicado, em 2003, com a falência da gravadora Abril Music, que lhe deixou um álbum inacabado. O músico, que conheceu o estrelato em 1984 (com o censurado álbum de estréia Phodas C), volta à capital federal pela terceira vez desde o tumultuado fim da Abril. Amanhã, no Café Cancun, ele apresenta o show As Velhas, As Novas e As Outras, pelo projeto Para Maiores de 30.
Léo Jaime é jornalista, cronista esportivo, ator e dramaturgo de mão cheia (trabalho do qual reuniu um vasto portifólio desde 1970 e até o ano passado, com a peça Na Medida do Possível). Seu legado maior, portanto, foi registrado dentro da cena do pop rock nacional durante os idos de 80, época em que Léo foi considerado o artista brasileiro mais censurado.
Acima de tudo, Léo Jaime, como fundador do João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, poderia ser considerado o rei do “rock engraçadinho”. É ele, afinal, o autor dos divertidos Conquistador Barato, Rock da Cachorra, As Sete Vampiras e A Fórmula do Amor. Os contemporâneos, com certeza, se lembrarão do refrão da antológica O Pobre: “Tô com uma mão na frente/E outra atrás…/ De você”. Apesar de retomar um pouco do repertório saudosista, o cantor e compositor dará uma pequena amostra de suas novas composições.
A festa oitentista do Café Cancun, liderada pelo som de Léo Jaime, se estenderá por toda a noite com a discotecagem do DJ Bob Bruno, que completa o repertório com hits de Ultraje a Rigor, Capital Inicial, Inimigos do Rei e, claro, Legião Urbana.