Menu
Promoções

Filmes, livros e CDs contam essa história

Arquivo Geral

12/02/2004 0h00

Nas locadoras da cidade, alguns filmes relacionados aos modernistas podem ser alugados. Dentre eles, Macunaíma (1969), adaptação do romance de Mário de Andrade, pelo diretor Joaquim Pedro de Andrade. O cineasta também dirigiu O Homem do Pau-Brasil (1980), melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 1981, que conta a vida de Oswald de Andrade. Tem ainda o drama Lição de Amor (1976), do diretor Eduardo Escorel, baseado na obra Amar – Verbo Intransitivo, do modernista Mário de Andrade.

Na música, o compositor Heitor Villa-Lobos aderiu ao movimento. Na Semana de Arte Moderna ele apresentou algumas composições e apoiou as idéias de transformação que eram propostas. “Villa-Lobos é o principal compositor da história da música brasileira”, diz o maestro Cláudio Cohen, diretor-executivo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. “Suas obras têm muitas características da modernidade”.

De acordo com o regente local, a obra O Quarteto de Cordas nº 3 foi composta especialmente para a Semana de 22. “Ele tem composições de cunho nacionalista muito forte”, acentua Cohen. “O manifesto foi importante para que começássemos a preservar a nossa cultura e os nossos artistas”.

Na literatura, muitos títulos do Modernismo podem ser encontrados nas livrarias e bibliotecas da cidade. O primeiro livro de poesias do movimento é Paulicéia Desvairada (1922), de Mário de Andrade. De acordo com a professora de Literatura da Universidade Católica de Brasília Ana Agra, com essa obra já se percebia um novo estilo, como a quebra de rimas e de ritmos. “Os versos se tornaram mais livres”, afirma. “Uma nova linguagem surge”.

De Mário de Andrade, também é possível encontrar nas livrarias Losango Cáqui (1926) e Lira Paulistana (1946). Esse último deu nome, inclusive, a um importante teatro de bolso na capital paulista, berço de nove das dez principais formações da MPB e do rock tupiniquim nos anos 70 e 80.

Outro nome da literatura modernista foi Oswald de Andrade, que ironizou a cultura e a história brasileiras no livro de poemas Pau-Brasil (1925), além de escrever romances como Memórias Sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande (1933). O escritor e jornalista Graça Aranha – que tem papel secundário na minissérie da Globo – participou da Semana de Arte Moderna com artigos e manifestos em jornais, discutindo a arte moderna.

Livros como Semana de 22 (1992), de Francisco Alambert, e 22 por 22 – A Semana de Arte Moderna (2001), de Maria Eugênia Boaventura, são uma boa fonte de informação sobre o evento que mudou a cultura brasileira. É possível descobrir, por exemplo, que, desde 1917, o Brasil já sofria algumas mudanças na cultura. A primeira contribuição desse movimento veio das artes plásticas, com as pinturas de Anita Malfatti e as esculturas de Vitor Brecheret. Foi a abertura para que houvesse uma mudança.

“Tudo que temos hoje de moderno vem dessa ruptura”, destaca a professora Ana Agra. “Havia um amplo movimento na Europa, como o Dadaísmo e o Cubismo, que vinham questionando uma nova arte”s.

    Você também pode gostar

    Filmes, livros e CDs contam essa história

    Arquivo Geral

    12/02/2004 0h00

    Nas locadoras da cidade, alguns filmes relacionados aos modernistas podem ser alugados. Dentre eles, Macunaíma (1969), adaptação do romance de Mário de Andrade, pelo diretor Joaquim Pedro de Andrade. O cineasta também dirigiu O Homem do Pau-Brasil (1980), melhor filme no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 1981, que conta a vida de Oswald de Andrade. Tem ainda o drama Lição de Amor (1976), do diretor Eduardo Escorel, baseado na obra Amar – Verbo Intransitivo, do modernista Mário de Andrade.

    Na música, o compositor Heitor Villa-Lobos aderiu ao movimento. Na Semana de Arte Moderna ele apresentou algumas composições e apoiou as idéias de transformação que eram propostas. “Villa-Lobos é o principal compositor da história da música brasileira”, diz o maestro Cláudio Cohen, diretor-executivo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. “Suas obras têm muitas características da modernidade”.

    De acordo com o regente local, a obra O Quarteto de Cordas nº 3 foi composta especialmente para a Semana de 22. “Ele tem composições de cunho nacionalista muito forte”, acentua Cohen. “O manifesto foi importante para que começássemos a preservar a nossa cultura e os nossos artistas”.

    Na literatura, muitos títulos do Modernismo podem ser encontrados nas livrarias e bibliotecas da cidade. O primeiro livro de poesias do movimento é Paulicéia Desvairada (1922), de Mário de Andrade. De acordo com a professora de Literatura da Universidade Católica de Brasília Ana Agra, com essa obra já se percebia um novo estilo, como a quebra de rimas e de ritmos. “Os versos se tornaram mais livres”, afirma. “Uma nova linguagem surge”.

    De Mário de Andrade, também é possível encontrar nas livrarias Losango Cáqui (1926) e Lira Paulistana (1946). Esse último deu nome, inclusive, a um importante teatro de bolso na capital paulista, berço de nove das dez principais formações da MPB e do rock tupiniquim nos anos 70 e 80.

    Outro nome da literatura modernista foi Oswald de Andrade, que ironizou a cultura e a história brasileiras no livro de poemas Pau-Brasil (1925), além de escrever romances como Memórias Sentimentais de João Miramar (1924) e Serafim Ponte Grande (1933). O escritor e jornalista Graça Aranha – que tem papel secundário na minissérie da Globo – participou da Semana de Arte Moderna com artigos e manifestos em jornais, discutindo a arte moderna.

    Livros como Semana de 22 (1992), de Francisco Alambert, e 22 por 22 – A Semana de Arte Moderna (2001), de Maria Eugênia Boaventura, são uma boa fonte de informação sobre o evento que mudou a cultura brasileira. É possível descobrir, por exemplo, que, desde 1917, o Brasil já sofria algumas mudanças na cultura. A primeira contribuição desse movimento veio das artes plásticas, com as pinturas de Anita Malfatti e as esculturas de Vitor Brecheret. Foi a abertura para que houvesse uma mudança.

    “Tudo que temos hoje de moderno vem dessa ruptura”, destaca a professora Ana Agra. “Havia um amplo movimento na Europa, como o Dadaísmo e o Cubismo, que vinham questionando uma nova arte”s.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado