fbpx
Siga o Jornal de Brasília

Promoções

Filme lota até salas decadentes

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

No Cine Ipiranga, situado numa área decadente do centro de São Paulo, Carandiru foi visto por 8.596 pessoas em três dias. O gerente, tão desabituado que estava em receber público desse tamanho, teve de pedir segurança extra para organizar a fila no sábado. No Rio de Janeiro, os populares Palácio 1 (3.451 pessoas) e Icaraí (3.425) atraíram a maior fatia de público, e não os multiplex da Barra (que mesmo assim tiveram público excepcional). Ou seja, o que explica mesmo o fenômeno de Carandiru e de todos os filmes que atraem mais de 2 milhões de espectadores é atrair o público que normalmente não vai ao cinema.

No Rio de Janeiro, a podóloga Lucena Zanini Lopes é um exemplo do público que andava distante do cinema e acabou sendo atraído pelo filme de Hector Babenco. Mesmo trabalhando entre o Estação Botafogo e o Espaço Unibanco (duas salas de projeção cariocas), há 13 anos não via um filme na tela grande. Desta vez, ela foi ao Estação Botafogo no dia seguinte à estréia, arrastada por comentários de amigos e propagandas na televisão. Gostou do passeio, mas não do filme. “Fui atraída porque era um filme brasileiro e uma história real, que todo mundo falava. O trailer na TV me atraiu”, diz Lucena. “Mas não gostei. Não foi a violência que me incomodou, e sim a forma monótona que a história é apresentada, sem suspense.” Se tal público vai ou não gostar do filme de Babenco, é um outro assunto. Atraído ele foi. E o maior trunfo comercial do filme, como de resto de oito dos dez filmes brasileiros mais vistos dos últimos dez anos, é a parceria com a produtora Globo Filmes, que dá acesso à poderosa mídia da Rede Globo, além da promoção em programas da emissora. “A parceria com a TV é o grande caminho para termos uma indústria de cinema”, diz Rodrigo Saturnino Braga, diretor da Columbia, distribuidora do filme. Outra característica do sucesso instantâneo de Carandiru é o seu caráter nacional. “O que me impressiona muito é que o filme está indo bem em todas as regiões do país, não só no eixo Rio/São Paulo”, observa Fabiano Gulane, um dos produtores do longa.


Leia também
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Promoções

Filme lota até salas decadentes

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

No Cine Ipiranga, situado numa área decadente do centro de São Paulo, Carandiru foi visto por 8.596 pessoas em três dias. O gerente, tão desabituado que estava em receber público desse tamanho, teve de pedir segurança extra para organizar a fila no sábado. No Rio de Janeiro, os populares Palácio 1 (3.451 pessoas) e Icaraí (3.425) atraíram a maior fatia de público, e não os multiplex da Barra (que mesmo assim tiveram público excepcional). Ou seja, o que explica mesmo o fenômeno de Carandiru e de todos os filmes que atraem mais de 2 milhões de espectadores é atrair o público que normalmente não vai ao cinema.

No Rio de Janeiro, a podóloga Lucena Zanini Lopes é um exemplo do público que andava distante do cinema e acabou sendo atraído pelo filme de Hector Babenco. Mesmo trabalhando entre o Estação Botafogo e o Espaço Unibanco (duas salas de projeção cariocas), há 13 anos não via um filme na tela grande. Desta vez, ela foi ao Estação Botafogo no dia seguinte à estréia, arrastada por comentários de amigos e propagandas na televisão. Gostou do passeio, mas não do filme. “Fui atraída porque era um filme brasileiro e uma história real, que todo mundo falava. O trailer na TV me atraiu”, diz Lucena. “Mas não gostei. Não foi a violência que me incomodou, e sim a forma monótona que a história é apresentada, sem suspense.” Se tal público vai ou não gostar do filme de Babenco, é um outro assunto. Atraído ele foi. E o maior trunfo comercial do filme, como de resto de oito dos dez filmes brasileiros mais vistos dos últimos dez anos, é a parceria com a produtora Globo Filmes, que dá acesso à poderosa mídia da Rede Globo, além da promoção em programas da emissora. “A parceria com a TV é o grande caminho para termos uma indústria de cinema”, diz Rodrigo Saturnino Braga, diretor da Columbia, distribuidora do filme. Outra característica do sucesso instantâneo de Carandiru é o seu caráter nacional. “O que me impressiona muito é que o filme está indo bem em todas as regiões do país, não só no eixo Rio/São Paulo”, observa Fabiano Gulane, um dos produtores do longa.


Leia também
Publicidade