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Felipe Dylon declara independência

Arquivo Geral

13/07/2005 0h00

A diferença não foi notada nos shows pelas fãs de Felipe Dylon. Mas o fato é que o ídolo adolescente nunca gostou de cantar faixas como Um Amor de Verão e Ciúme de Você, que já foram sucesso nas vozes do grupo Rádio Táxi e do rei Roberto Carlos, respectivamente. As canções de trabalho do segundo CD de Felipe, lançado em novembro, são apenas parte da insatisfação do cantor com sua gravadora, a major EMI.

Na semana passada ele entrou na 2ª Vara Cível, na Barra da Tijuca, com pedido de rompimento de contrato com a gravadora. “O descontentamento do Felipe vinha de um tempo, desde o último CD. A saída foi uma insatisfação dele, que tentava buscar coisas novas e não ouvia respostas. A gravadora queria um caminho e o Felipe merecia muito mais consideração. Entregamos tudo nas mãos dos advogados”, diz o pai do cantor, Lipe Dylon.

Segundo o advogado de Felipe, Flávio Zveiter, o contrato do cantor com a gravadora prevê a gravação de quatro discos. “A gravadora não vinha cumprindo o contrato, que é leonino: só a EMI tem o direito de rescindir. Nem existe multa de rescisão fixada. Felipe assinou o contrato com 15 anos”, diz Sveiter, lembrando que o último CD, com oito músicas e três clipes, não é considerado um disco inteiro.

Zveiter entrou com dois pedidos na Justiça. “Um é uma liminar para o Felipe poder trabalhar e ficar desvencilhado da EMI. O outro é para discutir danos e perdas morais”, aponta.

O advogado diz que a insatisfação de Felipe começou depois que Marcos Maynard assumiu a presidência da EMI, em maio. “A antiga diretoria tinha um plano de carreira que foi mudado. Eles impuseram a gravação do novo CD com músicas que não tinham a ver. Felipe mostrou composições dele que foram vetadas. São músicas de 20 anos atrás”, reclama Zveiter.

O pai de Felipe diz que ainda não há acordo com outro selo, mesmo que independente. “Mas a agenda de shows continua, porque não tem vínculo com a EMI”, conta Lipe, dizendo que o filho tocou no Paraná no fim de semana. “Ele chegou hoje (ontem) de viagem e foi surfar no Arpoardor”.

O advogado ataca lembrando que Felipe assinou o contrato com o pai. “Eles pegaram um garoto de 15 anos, que ainda não era conhecido. Era: ou você assina ou não tem gravadora. Mas o trato com a antiga direção era bom”, destaca Zveiter.

Em carta oficial à imprensa a gravadora EMI diz que se pronunciará somente em juízo: “Diante da divulgação sobre recente ação judicial movida pelo intérprete Felipe Dylon, a EMI Music Brasil LTDA. vem a público informar que já foi citada para oferecer resposta e que já está tomando todas as providências cabíveis. Em respeito e consideração aos seus artistas, funcionários e colaboradores, a EMI se reserva o direito de discutir este assunto apenas na esfera judiciária”.

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    13/07/2005 0h00

    A diferença não foi notada nos shows pelas fãs de Felipe Dylon. Mas o fato é que o ídolo adolescente nunca gostou de cantar faixas como Um Amor de Verão e Ciúme de Você, que já foram sucesso nas vozes do grupo Rádio Táxi e do rei Roberto Carlos, respectivamente. As canções de trabalho do segundo CD de Felipe, lançado em novembro, são apenas parte da insatisfação do cantor com sua gravadora, a major EMI.

    Na semana passada ele entrou na 2ª Vara Cível, na Barra da Tijuca, com pedido de rompimento de contrato com a gravadora. “O descontentamento do Felipe vinha de um tempo, desde o último CD. A saída foi uma insatisfação dele, que tentava buscar coisas novas e não ouvia respostas. A gravadora queria um caminho e o Felipe merecia muito mais consideração. Entregamos tudo nas mãos dos advogados”, diz o pai do cantor, Lipe Dylon.

    Segundo o advogado de Felipe, Flávio Zveiter, o contrato do cantor com a gravadora prevê a gravação de quatro discos. “A gravadora não vinha cumprindo o contrato, que é leonino: só a EMI tem o direito de rescindir. Nem existe multa de rescisão fixada. Felipe assinou o contrato com 15 anos”, diz Sveiter, lembrando que o último CD, com oito músicas e três clipes, não é considerado um disco inteiro.

    Zveiter entrou com dois pedidos na Justiça. “Um é uma liminar para o Felipe poder trabalhar e ficar desvencilhado da EMI. O outro é para discutir danos e perdas morais”, aponta.

    O advogado diz que a insatisfação de Felipe começou depois que Marcos Maynard assumiu a presidência da EMI, em maio. “A antiga diretoria tinha um plano de carreira que foi mudado. Eles impuseram a gravação do novo CD com músicas que não tinham a ver. Felipe mostrou composições dele que foram vetadas. São músicas de 20 anos atrás”, reclama Zveiter.

    O pai de Felipe diz que ainda não há acordo com outro selo, mesmo que independente. “Mas a agenda de shows continua, porque não tem vínculo com a EMI”, conta Lipe, dizendo que o filho tocou no Paraná no fim de semana. “Ele chegou hoje (ontem) de viagem e foi surfar no Arpoardor”.

    O advogado ataca lembrando que Felipe assinou o contrato com o pai. “Eles pegaram um garoto de 15 anos, que ainda não era conhecido. Era: ou você assina ou não tem gravadora. Mas o trato com a antiga direção era bom”, destaca Zveiter.

    Em carta oficial à imprensa a gravadora EMI diz que se pronunciará somente em juízo: “Diante da divulgação sobre recente ação judicial movida pelo intérprete Felipe Dylon, a EMI Music Brasil LTDA. vem a público informar que já foi citada para oferecer resposta e que já está tomando todas as providências cabíveis. Em respeito e consideração aos seus artistas, funcionários e colaboradores, a EMI se reserva o direito de discutir este assunto apenas na esfera judiciária”.

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