Até prova em contrário, não está em questão a capacidade profissional de ninguém. Só que de uns tempos para cá os diretores de tevê, responsáveis pela seleção das imagens apresentadas na transmissão das partidas de futebol, resolveram inovar. Acham que devem criar em cima. Bem ao modelo do treinador da seleção brasileira, que já disse entender o resultado de um jogo como um simples detalhe, eles também se convenceram que devem agir assim. Segundo essas novas “regras”, a bola rolando não é mais tão importante. As transmissões estão sendo inovadas, com seguidos cortes para torcida e uma incessante repetição de lances que, na grande maioria das vezes, nem foram tão importantes assim. E o que é pior: graças aos recursos de agora, com várias câmeras espalhadas pelo campo, uma mesma jogada é mostrada, sob os mais diversos ângulos, quatro ou cinco vezes. Isto causa, no telespectador em casa, um verdadeiro desespero. Na paralela de um lance repetido, os microfones espalhados ao lado do campo denunciam que a bola está rolando. É preciso estabelecer um melhor critério. Na Globo, até pouco tempo, existiam regras claras, orientando a transmissão esportiva. Ninguém, principalmente repórteres e comentaristas, poderia falar mais de que o necessário e os replays só cabem se for dos lances mais importante, com prioridade total ao campo de jogo. Para a irritação de todos nós, já não é bem assim.