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EM PRIMEIRA MÃO

Arquivo Geral

10/02/2005 0h00

Para descansar dos agitos do Carnaval, uma boa opção é pegar um cineminha. Ainda mais quando há uma lista variada de filmes de qualidade, nunca vistos na capital. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) traz pela segunda vez à cidade, de hoje ao dia 27, a mostra Inéditos em Brasília. São 15 filmes de diretores europeus, asiáticos, argentinos e americanos que não passaram pelo circuito de cinema da capital. As obras serão exibidas em três sessões diárias, a preços simbólicos (R$ 4, inteira e R$ 2, meia-entrada).

Os destaques da mostra são os longa-metragens Moloch e Taurus, do russo Aleksandr Sokúrov. Moloch retrata a vida do ditador alemão Adolf Hitler, a partir de sua relação com a amante, Eva Braun. A história se passa na Bavária, em 1942, no momento em que Eva Braun recebe a visita de Hitler e de dois assessores do nazista: Goebbels, ministro da Propaganda, e Martin Bormann, seu braço direito.

Os últimos dias de vida de Lenin, líder bolchevique da Revolução Russa de 1917, são o tema do filme Taurus. O ponto forte da obra é a cena em que Lenin e Stalin, seu sucessor, têm uma discussão de cunho ideológico, que indica os caminhos da ditadura do proletariado sob o comando de Stalin.

A exemplo das abordagens de Aleksandr Sokúrov, a vida de Hitler é o pano de fundo dos filmes Eu Fui Secretária de Hitler, dos austríacos Othmar Schmiderer e André Heller, e também de Homo Sapiens 1900, do sueco Peter Cohen. O primeiro se baseia em uma entrevista com Traudl Jungle, secretária particular do líder nazista de 1942 até a derrocada do regime alemão, em 1945. O segundo trata da chamada eugenia – limpeza racial proposta por Hitler.

A passagem do milênio e as perplexidades das novas gerações diante desse acontecimento são as discussões propostas nos filmes A Primeira Noite de Minha Vida, do espanhol Miguel Albaladejo; Passagem Azul, do taiwanês Yee Chin-Yen; Entre Casais, do alemão Andreas Dresen; Casamento Arranjado, do israelense Dover Koshashvili; e Esperando o Messias, do argentino Daniel Burman (mesmo diretor de O Abraço Partido).

Além de cineastas consagrados – como o franco-suíço Jean-Luc Godard, com o filme Passion, o italiano Nanni Moretti, com Bianca, e o alemão Werner Herzog, com o documentário Meu Melhor Inimigo –, o público poderá conferir obras de novos realizadores.

Um exemplo da nova safra é o filme Downtown 81, de Edo Bertoglio, que, por meio de fábula, enfoca a cultura underground de Manhattan. Outro diretor a utilizar a fábula é o belga Alain Berliner, de O Muro, enredo que trata da guerra lingüística entre o francês e o flamengo. Bom pacote para o brasiliense que se recupera da folia.

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    Os destaques da mostra são os longa-metragens Moloch e Taurus, do russo Aleksandr Sokúrov. Moloch retrata a vida do ditador alemão Adolf Hitler, a partir de sua relação com a amante, Eva Braun. A história se passa na Bavária, em 1942, no momento em que Eva Braun recebe a visita de Hitler e de dois assessores do nazista: Goebbels, ministro da Propaganda, e Martin Bormann, seu braço direito.

    Os últimos dias de vida de Lenin, líder bolchevique da Revolução Russa de 1917, são o tema do filme Taurus. O ponto forte da obra é a cena em que Lenin e Stalin, seu sucessor, têm uma discussão de cunho ideológico, que indica os caminhos da ditadura do proletariado sob o comando de Stalin.

    A exemplo das abordagens de Aleksandr Sokúrov, a vida de Hitler é o pano de fundo dos filmes Eu Fui Secretária de Hitler, dos austríacos Othmar Schmiderer e André Heller, e também de Homo Sapiens 1900, do sueco Peter Cohen. O primeiro se baseia em uma entrevista com Traudl Jungle, secretária particular do líder nazista de 1942 até a derrocada do regime alemão, em 1945. O segundo trata da chamada eugenia – limpeza racial proposta por Hitler.

    A passagem do milênio e as perplexidades das novas gerações diante desse acontecimento são as discussões propostas nos filmes A Primeira Noite de Minha Vida, do espanhol Miguel Albaladejo; Passagem Azul, do taiwanês Yee Chin-Yen; Entre Casais, do alemão Andreas Dresen; Casamento Arranjado, do israelense Dover Koshashvili; e Esperando o Messias, do argentino Daniel Burman (mesmo diretor de O Abraço Partido).

    Além de cineastas consagrados – como o franco-suíço Jean-Luc Godard, com o filme Passion, o italiano Nanni Moretti, com Bianca, e o alemão Werner Herzog, com o documentário Meu Melhor Inimigo –, o público poderá conferir obras de novos realizadores.

    Um exemplo da nova safra é o filme Downtown 81, de Edo Bertoglio, que, por meio de fábula, enfoca a cultura underground de Manhattan. Outro diretor a utilizar a fábula é o belga Alain Berliner, de O Muro, enredo que trata da guerra lingüística entre o francês e o flamengo. Bom pacote para o brasiliense que se recupera da folia.

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