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É época das doenças de inverno

Arquivo Geral

21/07/2005 0h00

Com a queda da temperatura, aumenta a incidência de problemas pulmonares e respiratórios. Segundo especialistas, o número de internações nos meses do outono e inverno chega a crescer 30%. O tempo seco, o aumento da poluição e a falta de ventilação natural em ambientes fechados formam um quadro que favorece a proliferação de vírus e bactérias, provocando o surgimento das chamadas “doenças de inverno”.

As mais freqüentes são: gripe, pneumonia, bronquite, rinite, sinusite e o aumento da incidência de crises de asma, que acometem principalmente crianças e idosos, que possuem um sistema imunológico mais sensível. Contudo, todos devem estar atentos aos sintomas dessas enfermidades, que, se não tratadas a tempo e adequadamente, podem levar a problemas mais sérios.

E a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica,

nova nomenclatura para designar enfisema e bronquite crônica –, é outro problema pulmonar que piora significativamente nessa época do ano. A doença é uma alteração respiratória grave, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo nas vias respiratórias, falta de ar, tosse e catarro. Geralmente se manifesta a partir dos 40 anos de idade, porém, assim como o diabetes e a hipertensão, pode ser controlada, desde que diagnosticada e tratada precocemente.

Assim como é importante fazer consultas periódicas para prevenir doenças cardíacas, é fundamental que pessoas com predisposição a problemas respiratórios, como fumantes e ex-fumantes, procurem um pneumologista antes da chegada do inverno. Assim, é possível fazer uma avaliação criteriosa, para prevenir doenças do aparelho respiratório e, sobretudo, diagnosticá-las de forma precoce.

“Quando se trata dos pulmões, na maioria das vezes, só é dada a devida atenção quando algo mais grave acontece. Essa postura contribui para que muitos diagnósticos só sejam realizados tardiamente”, alerta a pneumologista Iara Nely Fiks, do Hospital São Luiz, de São Paulo.

Para detectar a DPOC é necessário que o médico esteja atento aos sinais clínicos da doença, como a falta de ar persistente, que se manifesta em praticamente todos os casos.

“Embora seja a principal causa, o tabagismo não é o único fator de risco da doença. A ele, somam-se o contato com a poluição e a hereditariedade”, completa a médica.

A pneumologista reforça que algumas medidas simples, como arejar os ambientes, beber bastante líquido e consultar um especialista podem ajudar a prevenir ou diminuir os efeitos das doenças de inverno.

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    21/07/2005 0h00

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    As mais freqüentes são: gripe, pneumonia, bronquite, rinite, sinusite e o aumento da incidência de crises de asma, que acometem principalmente crianças e idosos, que possuem um sistema imunológico mais sensível. Contudo, todos devem estar atentos aos sintomas dessas enfermidades, que, se não tratadas a tempo e adequadamente, podem levar a problemas mais sérios.

    E a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica,

    nova nomenclatura para designar enfisema e bronquite crônica –, é outro problema pulmonar que piora significativamente nessa época do ano. A doença é uma alteração respiratória grave, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo nas vias respiratórias, falta de ar, tosse e catarro. Geralmente se manifesta a partir dos 40 anos de idade, porém, assim como o diabetes e a hipertensão, pode ser controlada, desde que diagnosticada e tratada precocemente.

    Assim como é importante fazer consultas periódicas para prevenir doenças cardíacas, é fundamental que pessoas com predisposição a problemas respiratórios, como fumantes e ex-fumantes, procurem um pneumologista antes da chegada do inverno. Assim, é possível fazer uma avaliação criteriosa, para prevenir doenças do aparelho respiratório e, sobretudo, diagnosticá-las de forma precoce.

    “Quando se trata dos pulmões, na maioria das vezes, só é dada a devida atenção quando algo mais grave acontece. Essa postura contribui para que muitos diagnósticos só sejam realizados tardiamente”, alerta a pneumologista Iara Nely Fiks, do Hospital São Luiz, de São Paulo.

    Para detectar a DPOC é necessário que o médico esteja atento aos sinais clínicos da doença, como a falta de ar persistente, que se manifesta em praticamente todos os casos.

    “Embora seja a principal causa, o tabagismo não é o único fator de risco da doença. A ele, somam-se o contato com a poluição e a hereditariedade”, completa a médica.

    A pneumologista reforça que algumas medidas simples, como arejar os ambientes, beber bastante líquido e consultar um especialista podem ajudar a prevenir ou diminuir os efeitos das doenças de inverno.

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