Com a queda da temperatura, aumenta a incidência de problemas pulmonares e respiratórios. Segundo especialistas, o número de internações nos meses do outono e inverno chega a crescer 30%. O tempo seco, o aumento da poluição e a falta de ventilação natural em ambientes fechados formam um quadro que favorece a proliferação de vírus e bactérias, provocando o surgimento das chamadas “doenças de inverno”.
As mais freqüentes são: gripe, pneumonia, bronquite, rinite, sinusite e o aumento da incidência de crises de asma, que acometem principalmente crianças e idosos, que possuem um sistema imunológico mais sensível. Contudo, todos devem estar atentos aos sintomas dessas enfermidades, que, se não tratadas a tempo e adequadamente, podem levar a problemas mais sérios.
E a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica,
nova nomenclatura para designar enfisema e bronquite crônica –, é outro problema pulmonar que piora significativamente nessa época do ano. A doença é uma alteração respiratória grave, caracterizada pela limitação do fluxo aéreo nas vias respiratórias, falta de ar, tosse e catarro. Geralmente se manifesta a partir dos 40 anos de idade, porém, assim como o diabetes e a hipertensão, pode ser controlada, desde que diagnosticada e tratada precocemente.
Assim como é importante fazer consultas periódicas para prevenir doenças cardíacas, é fundamental que pessoas com predisposição a problemas respiratórios, como fumantes e ex-fumantes, procurem um pneumologista antes da chegada do inverno. Assim, é possível fazer uma avaliação criteriosa, para prevenir doenças do aparelho respiratório e, sobretudo, diagnosticá-las de forma precoce.
“Quando se trata dos pulmões, na maioria das vezes, só é dada a devida atenção quando algo mais grave acontece. Essa postura contribui para que muitos diagnósticos só sejam realizados tardiamente”, alerta a pneumologista Iara Nely Fiks, do Hospital São Luiz, de São Paulo.
Para detectar a DPOC é necessário que o médico esteja atento aos sinais clínicos da doença, como a falta de ar persistente, que se manifesta em praticamente todos os casos.
“Embora seja a principal causa, o tabagismo não é o único fator de risco da doença. A ele, somam-se o contato com a poluição e a hereditariedade”, completa a médica.
A pneumologista reforça que algumas medidas simples, como arejar os ambientes, beber bastante líquido e consultar um especialista podem ajudar a prevenir ou diminuir os efeitos das doenças de inverno.