A esperança de vida de uma pessoa com o Mal de Alzheimer se reduz pela metade a partir da presença desta doença, segundo um estudo divulgado hoje, que foi patrocinado pelo Instituto Nacional de Envelhecimento e publicado em uma revista de medicina. Nos Estados Unidos, 4,5 milhões de pessoas estão afetadas pelo Mal de Alzheimer, a causa mais comum de demência senil. Os cientistas descobriram que o período médio de sobrevivência é de 4,2 anos para os homens e de 5,7 anos para as mulheres, ou seja, perto da metade do tempo que uma pessoa sem essa doença esperava viver. O estudo contou com a participação de 521 homens e mulheres maiores de 60 anos que recentemente tinham sido diagnosticados com a doença. A doença atualmente ainda não tem cura, mas medicamentos podem reduzir os sintomas em alguns pacientes. O especialista Eric Larson e seus colegas da Universidade de Washington, no estado do mesmo nome, que realizaram o estudo, disse que a pesquisa “dá uma visão mais precisa de como o Mal de Alzheimer pode afetar as pessoas com determinadas características clínicas”. Ele acrescentou que, para os médicos, o estudo fornece dados úteis para poder avaliar o diagnóstico de um paciente com o Mal de Alzheimer. Além disso, Larson disse que o estudo também pode ajudar as famílias e os que cuidam dos pacientes a fazer os planos adequados para o futuro dos diagnosticados com a doença.