A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) está estreitamente relacionada ao tabagismo – os estudos epidemiológicos mostram que 90% dos portadores da doença são fumantes. O problema, muito comum entre os homens, tem aumentado significativamente entre as mulheres, assim como acontece com o câncer de pulmão. Para se ter idéia do impacto dessa doença, ela é a quinta causa de morte no Brasil.
Acredita-se que existam, hoje, cerca de 3,5 a 4 milhões de brasileiros portadores da doença, cuja principal característica é a dificuldade na respiração. A falta de ar é o sintoma mais significativo.
Como muitas doenças graves e crônicas, a DPOC é progressiva e irreversível. No entanto, novos medicamentos têm apresentado resultados satisfatórios no controle dos sintomas, proporcionando, com isso, intensa melhora na qualidade de vida do paciente portador da doença. “O broncodilatador Spiriva, à base de tiotrópio, é o primeiro e único composto para inalação diária desenvolvido especificamente para o tratamento da DPOC”, informa o pneumologista Renato Maciel. “Capaz de manter os efeitos broncodilatadores por 24 horas, o produto já tem a aprovação do FDA (órgão que regula o consumo de alimentos e remédios nos EUA) e de órgãos regulatórios nacionais e foi lançado recentemente no Brasil”, ressalta Maciel.
Segundo ele, com a mudança de hábito social, as conseqüências da globalização e a consolidação do sexo feminino no mercado de trabalho, a mulher está cada vez mais propensa a desenvolver doenças, assim como já acontece com o homem. “É importante as mulheres se conscientizarem dos riscos do fumo e evitarem a dependência do cigarro”, afirma o especialista.