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De surfista riquinho a pobre esforçado

Arquivo Geral

23/07/2005 0h00

Definitivamente, os atores não podem reclamar de rotina. Em Alma Gêmea (18h, Globo), Marcelo Faria é Jorge, um rapaz da década de 40, ex-rico que, por motivos misteriosos, empobreceu e passa a morar na pensão de Divina (Neusa Maria Faro) e trabalhar de garçom no restaurante de Vitório (Malvino Salvador).

No cinema, o mesmo Marcelo dá vida a Paulo Roberto, um surfista desocupado, filho de senador, que desfruta do bem-bom em Copacabana no filme O Diabo a Quatro.

“Esta é a graça da carreira de ator”, diz ele, empolgado com o papel, seu primeiro personagem de época. “Podemos fazer tipos bem diferentes. Hoje estou vivendo um rapaz da década de 40 “.

Na trama de Walcyr Carrasco, Jorge não se conforma em ter perdido o dinheiro e o conforto, mas procura manter a pose com o que tem.

ConquistadorA chegada de Jorge à cidade de Roseiral vai mexer com a cabeça da mulherada da novela das seis. “Já soube que ele vai se envolver com a modista Madalena (Bruno di Túlio) e também com a caipira Mirna (Fernanda Souza)”, adianta o ator.

“Jorge sente vergonha de ser pobre e faz remendos nas roupas, mas os esconde para que ninguém perceba”, explica Marcelo, que, em 2003, fez a mulherada suspirar como o bombeiro Vladimir de Celebridade. E por falar no bombeiro, ele é página virada: “Hoje, estou concentrado na história de Jorge. Vladimir está presente apenas na cabeça do público”.

O personagem começa a aparecer na trama das seis por volta do capítulo 50. Enquanto não entra em cena, o ator tem feito o dever de casa direitinho. “Assisto à novela todos os dias para ficar atualizado. É o mínimo que posso fazer”.

São 16 anos de carreira, várias novelas e peças de teatro no currículo, mas só em 2002 Marcelo Faria rodou seu primeiro filme, O Diabo a Quatro, que estreou no Festival de Cinema de Brasília do ano passado e, este mês, entrou em cartaz.

Em famíliaO que não seria estranho para muitos atores, para Marcelo é remar contra a maré, já que ele vem de uma família conhecida no cinema nacional. Seu pai, Reginaldo Faria, atuou em vários longas; seu tio, Roberto Faria, é diretor; e seu irmão Regis Faria é produtor.

Marcelo e seu pai têm um projeto em comum. “Nossa investida é o filme Festa dos Libertos, que será rodado em Goiás Velho”, informa o ator. “É um longa-metragem de época, no qual farei o papel de um dentista que se apaixona por uma negra”.

Ele conta que, na verdade, não adiou sua estréia no cimema: “O convite é que só chegou agora”. No filme de Alice de Andrade, Marcelo contracena com Maria Flor, Netinho Alves e Marília Gabriela. Esta faz o papel de sua mãe na história.

Apesar da estréia tardia, Marcelo não se considera um calouro. Desde pequeno ele ia aos sets com o pai e adquiriu intimidade com a sétima arte.

“Como sempre acompanhei meu pai nas filmagens, tinha noção de enquadramento e foco. Isso me ajudou muito”.

Marcelo Faria não era o único iniciante em O Diabo a Quatro. O filme também marcou a estréia de Maria Flor, de Márcio Libar e da cineasta Alice de Andrade. “Éramos todos novatos e por isso ficamos muito unidos, com vontade de acertar”, conta Marcelo. O resultado final agradou ao público e ao júri do Festival de Brasília e pode ser conferido nos cinemas.

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    No cinema, o mesmo Marcelo dá vida a Paulo Roberto, um surfista desocupado, filho de senador, que desfruta do bem-bom em Copacabana no filme O Diabo a Quatro.

    “Esta é a graça da carreira de ator”, diz ele, empolgado com o papel, seu primeiro personagem de época. “Podemos fazer tipos bem diferentes. Hoje estou vivendo um rapaz da década de 40 “.

    Na trama de Walcyr Carrasco, Jorge não se conforma em ter perdido o dinheiro e o conforto, mas procura manter a pose com o que tem.

    ConquistadorA chegada de Jorge à cidade de Roseiral vai mexer com a cabeça da mulherada da novela das seis. “Já soube que ele vai se envolver com a modista Madalena (Bruno di Túlio) e também com a caipira Mirna (Fernanda Souza)”, adianta o ator.

    “Jorge sente vergonha de ser pobre e faz remendos nas roupas, mas os esconde para que ninguém perceba”, explica Marcelo, que, em 2003, fez a mulherada suspirar como o bombeiro Vladimir de Celebridade. E por falar no bombeiro, ele é página virada: “Hoje, estou concentrado na história de Jorge. Vladimir está presente apenas na cabeça do público”.

    O personagem começa a aparecer na trama das seis por volta do capítulo 50. Enquanto não entra em cena, o ator tem feito o dever de casa direitinho. “Assisto à novela todos os dias para ficar atualizado. É o mínimo que posso fazer”.

    São 16 anos de carreira, várias novelas e peças de teatro no currículo, mas só em 2002 Marcelo Faria rodou seu primeiro filme, O Diabo a Quatro, que estreou no Festival de Cinema de Brasília do ano passado e, este mês, entrou em cartaz.

    Em famíliaO que não seria estranho para muitos atores, para Marcelo é remar contra a maré, já que ele vem de uma família conhecida no cinema nacional. Seu pai, Reginaldo Faria, atuou em vários longas; seu tio, Roberto Faria, é diretor; e seu irmão Regis Faria é produtor.

    Marcelo e seu pai têm um projeto em comum. “Nossa investida é o filme Festa dos Libertos, que será rodado em Goiás Velho”, informa o ator. “É um longa-metragem de época, no qual farei o papel de um dentista que se apaixona por uma negra”.

    Ele conta que, na verdade, não adiou sua estréia no cimema: “O convite é que só chegou agora”. No filme de Alice de Andrade, Marcelo contracena com Maria Flor, Netinho Alves e Marília Gabriela. Esta faz o papel de sua mãe na história.

    Apesar da estréia tardia, Marcelo não se considera um calouro. Desde pequeno ele ia aos sets com o pai e adquiriu intimidade com a sétima arte.

    “Como sempre acompanhei meu pai nas filmagens, tinha noção de enquadramento e foco. Isso me ajudou muito”.

    Marcelo Faria não era o único iniciante em O Diabo a Quatro. O filme também marcou a estréia de Maria Flor, de Márcio Libar e da cineasta Alice de Andrade. “Éramos todos novatos e por isso ficamos muito unidos, com vontade de acertar”, conta Marcelo. O resultado final agradou ao público e ao júri do Festival de Brasília e pode ser conferido nos cinemas.

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