O que têm em comum nomes como o vencedor do Nobel de Literatura José Saramago, o velejador Amyr Klink, a banda mineira Pato Fu e o publicitário Washington Olivetto? Além de serem muito bons no que fazem, já participaram de Sempre um Papo, que vem a Brasília pela primeira vez hoje.
Para inaugurar o projeto, que tem 18 anos de existência e a cada semana leva a Belo Horizonte um convidado, foi chamado o escritor Luis Fernando Verissimo. Aqui, o projeto será quinzenal e para março estão confirmados Zuenir Ventura (dia 9) e Fernando Morais (dia 23).
Idealizado pelo jornalista Afonso Borges, o encontro de hoje será na verdade um bate-papo descontraído e informal do público com Luis Fernando Verissimo. “Estarei respondendo perguntas feitas pela platéia, mas não apenas sobre meu último livro, Banquete com os Deuses. Contarei algumas histórias também”, adianta Verissimo, em conversa com o Jornal de Brasília. Após o bate-papo, o autor estará disponível para uma sessão de autógrafos.
No seu penúltimo livro, A Mesa Voadora, ficam evidentes suas vivências, suas viagens, sua predileção pela gastronomia. Em Banquete com os Deuses, entretanto, as impressões pessoais do autor aparecem atreladas à memória coletiva. Quando ele escreve, por exemplo, sobre um filme de Fellini (Federico Fellini, diretor de cinema italiano), transporta o leitor para as cenas, para a época em que foi feito o filme. “Como são crônicas antigas, o processo de ler e relembrar os filmes, acaba se tornando algo nostálgico”, diz o autor.
Das 73 crônicas presentes no livro, 28 são sobre cinema, filmes e seus diretores e atores. “Gosto muito de filmes. Não digo que é minha paixão, mas vou ao cinema umas três vezes por semana”, revela o autor, que garante estar acompanhando, como cinéfilo que é, a corrida ao Oscar deste ano. “Gostei muito dos filmes Adeus, Lênin! e As Invasões Bárbaras, que falam mais ou menos sobre o mesmo tema”. Mas a torcida vai ficar mesmo pelo representante brasileiro.
“Ainda não escrevi nada sobre Cidade de Deus, mas vi o filme e creio que o fato de ter sido indicado para concorrer ao Oscar é muito importante. Afinal, é um filme muito forte”, diz Verissimo sobre a produção de Fernando Meirelles.
E como o autor, sinônimo de best-seller no Brasil, não pode parar, adianta seus lançamentos para este ano. “Estarei lançando neste semestre, dentro de uma coleção sobre os times brasileiros, um livro sobre o Internacional (de Porto Alegre), meu time do coração”, diz o colorado apaixonado. Outra novidade que vai sair do forno até março é uma obra escrita em parceria com Moacyr Scliar e Carlos Heitor Cony sobre o Golpe de 64.