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Crueldade na casa das freiras

Arquivo Geral

22/01/2004 0h00

Na Irlanda dos anos 60, o orfanato Magdalene – inspirado em Maria Madalena, a prostituta arrependida da Bíblia – recebe quatro moças acusadas de comportamento pecaminoso. Crispina (Eileen Walsh) e Rose (Dorothy Duffy) tiveram filhos antes do casamento, Margaret (Anne-Marie Duff) foi estuprada por seu primo e a órfã Bernardette (Nora-Jane Noone) foi pega muitas vezes flertando com meninos.

É um filme denso e revelador, pois mostra a hipocrisia e a crueldade das instituições religiosas. O fato transtornou milhares de jovens britânicas na época, ecoando o horror escondido nos conventos.

Os Asilos Magdalene eram uma espécie de Febem para meninas, travestidos em puros conventos. Garotas que tivessem cometido algum “deslize sexual” (como perder a virgindade nos anos 50, por exemplo) eram arrastadas para essas casas comandadas por freiras neuróticas. Lá dentro, elas eram tratadas como escravas, lavando roupas e realizando serviços domésticos à exaustão. A narrativa é similar à dos filmes penitenciários, com as freiras fazendo as vezes de soldados. O conteúdo é aterrorizador e, quando sobem os créditos, ao final do filme, Em Nome de Deus revela que essa barbárie só acabou nos anos 90, quando os britânicos aboliram os “serviços” prestados pelos Asilos Magdalene. O mérito do diretor Peter Mullen, um escocês, é conseguir em seu roteiro abandonar a linguagem vulgar de hsitórias como essas. Vale conferir

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    22/01/2004 0h00

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    É um filme denso e revelador, pois mostra a hipocrisia e a crueldade das instituições religiosas. O fato transtornou milhares de jovens britânicas na época, ecoando o horror escondido nos conventos.

    Os Asilos Magdalene eram uma espécie de Febem para meninas, travestidos em puros conventos. Garotas que tivessem cometido algum “deslize sexual” (como perder a virgindade nos anos 50, por exemplo) eram arrastadas para essas casas comandadas por freiras neuróticas. Lá dentro, elas eram tratadas como escravas, lavando roupas e realizando serviços domésticos à exaustão. A narrativa é similar à dos filmes penitenciários, com as freiras fazendo as vezes de soldados. O conteúdo é aterrorizador e, quando sobem os créditos, ao final do filme, Em Nome de Deus revela que essa barbárie só acabou nos anos 90, quando os britânicos aboliram os “serviços” prestados pelos Asilos Magdalene. O mérito do diretor Peter Mullen, um escocês, é conseguir em seu roteiro abandonar a linguagem vulgar de hsitórias como essas. Vale conferir

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