Menu
Promoções

Criança deve escolher o esporte

Arquivo Geral

21/04/2004 0h00

Os pais devem dar liberdade máxima para a escolha do esporte pelos seus filhos, procurando interferir o mínimo possível na decisão da modalidade esportiva que desejam praticar. De acordo com o psicólogo João Ricardo Cozac, responsável pelo curso de Psicologia no Esporte do Instituto Mackenzie, de São Paulo, “as crianças já vivenciam muitas cobranças na rotina de suas vidas. São cobradas na escola pelos professores; em casa, por seus pais. Na boca dos políticos quando dizem que o futuro da nação está nas mãos de nossos filhos”.

Segundo o especialista, o esporte acaba sendo uma importante válvula no exercício da liberdade tão pouco permitida para as crianças. “Alguns pais tomam a frente e decidem qual modalidade seus filhos irão praticar. Este fato pode causar um profundo desgosto pelo esporte e, algumas vezes, para toda a vida”, explica o psicólogo. De acordo com João Ricardo, muitas pessoas que não gostam de praticar esporte, tiveram pais que obrigavam a prática de determinado esporte na infância.

“Esta atitude, em alguns casos, se deve à experiências que foram positivas aos pais, que acabam projetando em seus filhos, depositando expectativas que não fazem parte do mundo dos filhos mas sim, de seus próprios universos e histórias de vida”, sentencia o professor.

MalJoão Ricardo Cosac afirma que ao projetar suas frustrações sobre a escolha do filho, os pais geram um profundo desgosto pelo esporte na criança. “Os pais esquecem que o esporte é uma fonte rica de relacionamentos e saúde física e mental”, diz o psicólogo. Segundo ele, essa frustração desenvolve problemas futuros de saúde como altos níveis de colesterol, problemas de pressão e, em alguns casos, problemas de relacionamentos em grupo.

“O esporte deve ser uma opção da criança. Quem não gosta de comer agrião, jamais irá comer com gosto esta folha. Mesmo que um manual sobre os benefícios do agrião seja entregue para a criança”, esclarece João Ricardo Cosac.

Ele afirma, porém, que em alguns casos o esporte não é uma opção e sim uma necessidade, como por exemplo a natação para crianças que possuem asma. “É muito comum que estas crianças, se não gostarem da natação enquanto prática esportiva, acabam desistindo de procurar qualquer outra modalidade esportiva devido à falta de opção na infância. Este é apenas um motivo pelo qual o esporte passa a ser um horizonte longínquo no mundo infantil”, argumenta o especialista.

    Você também pode gostar

    Criança deve escolher o esporte

    Arquivo Geral

    21/04/2004 0h00

    Os pais devem dar liberdade máxima para a escolha do esporte pelos seus filhos, procurando interferir o mínimo possível na decisão da modalidade esportiva que desejam praticar. De acordo com o psicólogo João Ricardo Cozac, responsável pelo curso de Psicologia no Esporte do Instituto Mackenzie, de São Paulo, “as crianças já vivenciam muitas cobranças na rotina de suas vidas. São cobradas na escola pelos professores; em casa, por seus pais. Na boca dos políticos quando dizem que o futuro da nação está nas mãos de nossos filhos”.

    Segundo o especialista, o esporte acaba sendo uma importante válvula no exercício da liberdade tão pouco permitida para as crianças. “Alguns pais tomam a frente e decidem qual modalidade seus filhos irão praticar. Este fato pode causar um profundo desgosto pelo esporte e, algumas vezes, para toda a vida”, explica o psicólogo. De acordo com João Ricardo, muitas pessoas que não gostam de praticar esporte, tiveram pais que obrigavam a prática de determinado esporte na infância.

    “Esta atitude, em alguns casos, se deve à experiências que foram positivas aos pais, que acabam projetando em seus filhos, depositando expectativas que não fazem parte do mundo dos filhos mas sim, de seus próprios universos e histórias de vida”, sentencia o professor.

    MalJoão Ricardo Cosac afirma que ao projetar suas frustrações sobre a escolha do filho, os pais geram um profundo desgosto pelo esporte na criança. “Os pais esquecem que o esporte é uma fonte rica de relacionamentos e saúde física e mental”, diz o psicólogo. Segundo ele, essa frustração desenvolve problemas futuros de saúde como altos níveis de colesterol, problemas de pressão e, em alguns casos, problemas de relacionamentos em grupo.

    “O esporte deve ser uma opção da criança. Quem não gosta de comer agrião, jamais irá comer com gosto esta folha. Mesmo que um manual sobre os benefícios do agrião seja entregue para a criança”, esclarece João Ricardo Cosac.

    Ele afirma, porém, que em alguns casos o esporte não é uma opção e sim uma necessidade, como por exemplo a natação para crianças que possuem asma. “É muito comum que estas crianças, se não gostarem da natação enquanto prática esportiva, acabam desistindo de procurar qualquer outra modalidade esportiva devido à falta de opção na infância. Este é apenas um motivo pelo qual o esporte passa a ser um horizonte longínquo no mundo infantil”, argumenta o especialista.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado