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Concorrência desleal

Arquivo Geral

09/08/2005 0h00

Sem a menor intenção de atingir este ou aquele, constata-se uma interessante inversão de valores nesse nosso Brasil varonil, nos tempos de agora. O ator e autor Miguel Falabella, quase entregando os pontos, vem a público e declara: “Está difícil escrever ficção neste país. A vida real está mais criativa”. Poderia ser muito bem um desabafo isolado, mas aí vem o senador Almir Lando (PMDB/RO), que foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do PC e agora presidente da CPMI do mensalão, homem experiente, colocar a sua preocupação com a classe política, entendendo que alguns dos senhores nobres senadores e deputados estão exagerando no jogo de cena. Todas as reuniões até agora realizadas, sob luzes, câmeras e microfones das emissoras de rádio e televisão, tiveram as suas durações espichadas além do previsto, porque a ocasião se mostrou propícia para que determinados senhores tivessem os cinco, dez, 15, 20 ou até 30 minutos de fama. Até agora, ao que parece, essa ficha ainda não caiu. O que importa e realmente interessa é que essas CPIs sejam utilizadas para os devidos esclarecimentos e não transformadas em espetáculos de televisão ou palanques políticos. Isto até explica por que, numa reunião, a mesma pergunta é repetida quatro ou cinco vezes. Isso não ocorre por acaso. É importante que se esclareça que o mais bobinho ali tira mancha de onça sem benzina. Outra coisa: artistas, nós já temos o suficiente. E muito bons.

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