A gravadora Sony acaba de lançar uma lata com os 12 álbuns que o cantor cearense Raimundo Fagner gravou entre 1974 e 1985, incluindo Ave Noturna (1974), da Continental. Com a reedição das obras, ficou evidente o contraste entre a produção aguerrida e poética do cantor nos anos 70 e o romântico comercial dos 80. O próprio Fagner reconhece que os momentos de Ave Noturna e do cortante Raimundo Fagner foram extraordinários. “Havia a força da poesia, do sonho enorme, de muita verdade, muito trabalho e vontade de fazer música sem a preocupação com o lado comercial”, lembra. Nesse período de voz seca e intensa criação, Fagner tornou-se diretor artístico da gravadora e lançou um trem de nordestinos arretados: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, entre outros.