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Cinco dias em oito décadas

Arquivo Geral

12/02/2004 0h00

Uma semana atípica, de apenas cinco dias, mudou a visão e a forma de se fazer cultura no Brasil, no início do século 20. Agora usado como linha do tempo da minissérie Um Só Coração, história de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira exibida pela Rede Globo, esse importante momento da cultura brasileira volta à tona, ganha projeção e, finalmente, se populariza.

Amanhã faz 82 anos que um grupo de intelectuais paulistas e cariocas, artistas plásticos, escritores e músicos tomou de assalto o Teatro Municipal de São Paulo, ocupando seu palco principal entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922. Esse movimento mudou os rumos da cultura brasileira e abriu as portas da produção cultural no País para o que mais tarde desembocaria na Bossa Nova, no Cinema Novo, na Tropicália e na literatura regional e globalizada do Brasil.

No Distrito Federal, quem se interessa pelo assunto, pelo fato histórico e por suas repercussões em praticamente todas as variantes da cultura nacional pode ir além da telinha da TV. Por meio de livros, músicas, filmes ou visitas a acervos de obras de arte, é possível encontrar trabalhos de artistas como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti – guardados no Banco Central, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

De Tarsila, uma das principais personagens da minissérie da Globo – que em Um Só Coração é interpretada pela atriz Eliane Giardini –, estão em Brasília trabalhos como o Auto Retrato (óleo sobre tela de 45 cm x 40 cm), pintado em 1924, o Nu (óleo sobre tela de 52 cm x 77 cm) e Garimpeiros (óleo sobre tela de 100 cm x 61 cm).

De Di Cavalcanti ,é possível encontrar quadros como Carnaval (óleo sobre tela de 147 cm x 97 cm), Cabeça de Mulher (óleo sobre painel de 30 cm x 40 cm), Cabeça Onírica (óleo sobre tela de 73 cm x 50 cm) e o Nu Deitado, um óleo sobre tela da fase cubista com 65 cm x 110 cm.

“O modernismo propõe um salto muito grande”, afirma Nelson Inocêncio, professor de Artes Plásticas e chefe do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB). “Um choque, uma ruptura, uma nova arte, importada da Europa. Marca a conquista de novo espaço”.

Além das artes plásticas, a Semana de 22 foi marcada por importantes mudanças em todas as áreas do País. A cultura brasileira, e até mesmo a política, sofreram transformações depois do movimento. “Com a Semana, surgiu uma nova música, uma nova literatura”, lembra Ana Agra, professora de Literatura da Universidade Católica de Brasília.

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    12/02/2004 0h00

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    Amanhã faz 82 anos que um grupo de intelectuais paulistas e cariocas, artistas plásticos, escritores e músicos tomou de assalto o Teatro Municipal de São Paulo, ocupando seu palco principal entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922. Esse movimento mudou os rumos da cultura brasileira e abriu as portas da produção cultural no País para o que mais tarde desembocaria na Bossa Nova, no Cinema Novo, na Tropicália e na literatura regional e globalizada do Brasil.

    No Distrito Federal, quem se interessa pelo assunto, pelo fato histórico e por suas repercussões em praticamente todas as variantes da cultura nacional pode ir além da telinha da TV. Por meio de livros, músicas, filmes ou visitas a acervos de obras de arte, é possível encontrar trabalhos de artistas como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti – guardados no Banco Central, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

    De Tarsila, uma das principais personagens da minissérie da Globo – que em Um Só Coração é interpretada pela atriz Eliane Giardini –, estão em Brasília trabalhos como o Auto Retrato (óleo sobre tela de 45 cm x 40 cm), pintado em 1924, o Nu (óleo sobre tela de 52 cm x 77 cm) e Garimpeiros (óleo sobre tela de 100 cm x 61 cm).

    De Di Cavalcanti ,é possível encontrar quadros como Carnaval (óleo sobre tela de 147 cm x 97 cm), Cabeça de Mulher (óleo sobre painel de 30 cm x 40 cm), Cabeça Onírica (óleo sobre tela de 73 cm x 50 cm) e o Nu Deitado, um óleo sobre tela da fase cubista com 65 cm x 110 cm.

    “O modernismo propõe um salto muito grande”, afirma Nelson Inocêncio, professor de Artes Plásticas e chefe do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB). “Um choque, uma ruptura, uma nova arte, importada da Europa. Marca a conquista de novo espaço”.

    Além das artes plásticas, a Semana de 22 foi marcada por importantes mudanças em todas as áreas do País. A cultura brasileira, e até mesmo a política, sofreram transformações depois do movimento. “Com a Semana, surgiu uma nova música, uma nova literatura”, lembra Ana Agra, professora de Literatura da Universidade Católica de Brasília.

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