Três anos após a morte do médium mais conhecido do Brasil, completados na última quinta-feira, Chico Xavier permanece vivo na memória dos brasileiros. Cultuado em vida, o médium mineiro continua despertando o interesse de muita gente, inclusive, fora do círculo da fé espírita mesmo após a morte.
Prova disso são os fenômenos literários As Vidas de Chico Xavier e Por Trás do Véu de Ísis, do jornalista Marcel Souto Maior, que alcançaram a marca dos 220 mil exemplares vendidos. Marcel, 39 anos, tem longa estrada no jornalismo. É roteirista da TV Globo, onde estreou como editor do Fantástico. Passou pelas redações dos jornais O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil. Apesar de ter se dedicado a dois livros sobre Chico Xavier, Marcel não é espírita e lançou um olhar jornalístico sobre a vida e obra do médium.
FundaçãoAs Vidas de Chico Xavier vai ganhar uma edição em espanhol pela Editora Planeta com outro título: O Homem Que Falava Com os Mortos. Os desdobramentos dos livros não se encerram por aí.
Ontem, foi inaugurado em Pedro Leopoldo, cidade natal do médium, a Fundação Cultural Chico Xavier, responsável pela preservação de sua memória e com a proposta de implementar um roteiro turístico pelos principais pontos da cidade onde morou até 1959, quando se mudou para Uberaba.