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Cáustica e competente

Arquivo Geral

21/01/2004 0h00

Maitena fala sobre os dilemas e agruras da mulher moderna com a autoridade de quem viveu intensamente os modismos e mudanças de padrões de comportamento desde a década de 60. Essa é uma das principais razões para que as mulheres se identifiquem tão facilmente com as suas personagens.

De uma família de classe média de Buenos Aires, Maitena Inés Burundarena nasceu em maio de 1962 na capital argentina. A mãe, arquiteta, foi quem a estimulou a desenhar. O pai, engenheiro, católico e de direita, foi ministro no último governo da ditadura militar (do general Viola), que incorporou nove civis. “Ele devia ter dito não, mas a vaidade o fez aceitar porque morria de vontade de ser ministro da Educação. A muito custo, reconheceu seu erro”, diz ela.

Casou-se pela primeira vez muito cedo, “porque ele entendia minhas piadas”. Com 19 anos já era mãe de dois filhos (do primeiro, foi mãe solteira aos 17). Aos 24 estava separada.

A partir dos anos 80, a cartunista portenha, que é autodidata, ganhou o mundo: a porta da frente foram revistas undergrounds, obras infantis, tiras em jornais e, na ponta do tapete vermelho, os livros que, se antes se resumiam à comunidade de língua espanhola e portuguesa, agora conquistam também francos e anglo-saxões.

Hoje, Maitena está em seu quarto casamento e divide-se entre o trabalho em Buenos Aires e sua casa, num povoado uruguaio. Com o atual marido teve mais uma filha, que está com três anos (seu primogênito tem 23 e a filha do primeiro casamento, 21 anos).

Sua entrada no mundo das artes gráficas se deu na década de 80, quando publicou quadrinhos eróticos em revistas underground, como a Makoki (de Barcelona) e na argeninas Sex Humor, Fierro, Humor e Cerdos y Peces. Seu currículo também inclui roteiros para a televisão e uma boa experiência com a culinária. A primeira tira cômica, Flo, saía no diário Tempo Argentino. As personagens de Mulheres Alteradas nascerem em 1992, na revista feminina líder da Argentina, Para Ti. Sua estréia no jornal La Nación, em 1999, impulsionou a carreira internacional com a publicação de suas tiras na revista dominical do espanhol El País.

Hoje ela tem suas tiras publicadas no Uruguai, México, França, Portugal e quase toda a América Latina.

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    Arquivo Geral

    21/01/2004 0h00

    Maitena fala sobre os dilemas e agruras da mulher moderna com a autoridade de quem viveu intensamente os modismos e mudanças de padrões de comportamento desde a década de 60. Essa é uma das principais razões para que as mulheres se identifiquem tão facilmente com as suas personagens.

    De uma família de classe média de Buenos Aires, Maitena Inés Burundarena nasceu em maio de 1962 na capital argentina. A mãe, arquiteta, foi quem a estimulou a desenhar. O pai, engenheiro, católico e de direita, foi ministro no último governo da ditadura militar (do general Viola), que incorporou nove civis. “Ele devia ter dito não, mas a vaidade o fez aceitar porque morria de vontade de ser ministro da Educação. A muito custo, reconheceu seu erro”, diz ela.

    Casou-se pela primeira vez muito cedo, “porque ele entendia minhas piadas”. Com 19 anos já era mãe de dois filhos (do primeiro, foi mãe solteira aos 17). Aos 24 estava separada.

    A partir dos anos 80, a cartunista portenha, que é autodidata, ganhou o mundo: a porta da frente foram revistas undergrounds, obras infantis, tiras em jornais e, na ponta do tapete vermelho, os livros que, se antes se resumiam à comunidade de língua espanhola e portuguesa, agora conquistam também francos e anglo-saxões.

    Hoje, Maitena está em seu quarto casamento e divide-se entre o trabalho em Buenos Aires e sua casa, num povoado uruguaio. Com o atual marido teve mais uma filha, que está com três anos (seu primogênito tem 23 e a filha do primeiro casamento, 21 anos).

    Sua entrada no mundo das artes gráficas se deu na década de 80, quando publicou quadrinhos eróticos em revistas underground, como a Makoki (de Barcelona) e na argeninas Sex Humor, Fierro, Humor e Cerdos y Peces. Seu currículo também inclui roteiros para a televisão e uma boa experiência com a culinária. A primeira tira cômica, Flo, saía no diário Tempo Argentino. As personagens de Mulheres Alteradas nascerem em 1992, na revista feminina líder da Argentina, Para Ti. Sua estréia no jornal La Nación, em 1999, impulsionou a carreira internacional com a publicação de suas tiras na revista dominical do espanhol El País.

    Hoje ela tem suas tiras publicadas no Uruguai, México, França, Portugal e quase toda a América Latina.

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