Para saber o que se passa durante os 106 minutos, uma dica: basta se deter ao trailer. Sim. Apesar da prestigiosa direção e roteiro – Sofia Coppola –, da ótima trilha sonora de Kevin Sheilds (guitarrista da banda mais-que-indie My Bloody Valentine) e da bem tratada fotografia, o filme Encontros e Desencontros (Lost in Translation), que estréia hoje nas telas da cidade, é vazio de conteúdo. Não desenvolve da forma que deveria para chamar a atenção do espectador.
Com cinco indicações no Globo de Ouro: Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator de Comédia para Bill Murray, Melhor Atriz de Comédia para Scarlett Johanssen, Melhor Direção e Roteiro para Sofia Coppola, o filme decepciona por conta da falta de argumento.
A verdade é que nem o talento do veterano Bill Murray, nem a beleza singela de Scarlett Johanssen, fazem o filme “decolar”. Bill é Bob Harris, um ator americano decadente que vai para Tóquio fazer uma campanha de uísque. No mesmo hotel onde ele está hospedado, Charlotte (Scarlett Johanssen) acompanha o marido fotógrafo em mais uma viagem de trabalho. Ambos estão perdidos em uma cidade fria, ilhados num luxuoso hotel, sem expectativas. Tudo o que precisam é da ajuda um do outro.
É quando conhecem, juntos, uma Tóquio descolada, com restaurantes coloridos, karaokês animados e festas regadas a muita bebida. Uma amizade necessária para os dias frios passados na capital japonesa, mas que não passa disso, assim como o filme.