O Brasília Music Festival (BMF) mudou de perfil. O megaevento que trouxe bandas internacionais e nacionais em 2003 e DJs renomados em 2004 à cidade, uniu as duas vertentes e apresenta, para este ano o BMF Mix, nos dias 9 e 10 de setembro, com quatro bandas e mais de 30 DJs, que se revezam na estrutura de 90 mil metros quadrados montada no estacionamento do Mané Garrincha.
O primeiro dia do evento reserva para o público shows da banda brasiliense de reggae Natiruts e o rock santista do Charlie Brown Jr.. No dia seguinte, algumas das bandas pioneiras do rock brasiliense completam a festa dos amantes das guitarras: Capital Inicial e Plebe Rude, que lança o novo CD. “Estamos vendo com eles se fazemos algum encontro, para cantar músicas da Legião Urbana e do Aborto Elétrico. O público brasiliense gosta disso”, declarou o produtor do evento, Rafael Reisman, no lançamento oficial do BMF Mix, na manhã de ontem, no Pier 21.
Antes de confirmar a realização do evento, o produtor Rafael Reisman tinha prometido trazer bandas internacionais – como fez em 2003, apresentando Simply Red, Alanis Morissette, Pretenders e Live –, mas se justifica dizendo que a falta de verba impossibilitou repetir a façanha do primeiro.
Patrocínios “Tínhamos duas opções: ou não fazíamos nada ou nos contentávamos com algo menor. Optamos pela segunda. Não é fácil, mas a gente não deixou de fazer”, explica o produtor. “Na primeira edição do BMF gastamos mais de R$ 10 milhões. Sem recursos não se faz um grande evento e o cenário político atual dificultou conseguir grandes patrocínios”, completa.
De acordo com Reisman, fica muito caro trazer uma atração internacional, pois o tempo de viagem ao Brasil é longo e eles cobram o mesmo valor aplicado no seu país de origem, em que fazem, no mesmo período, até cinco shows. “A gente faz o que é possível. Estamos trazendo os melhores DJs do mundo, são pessoas caras”, justifica. “Muitas empresas queriam comprar a idéia e mudar o nome do evento. Não aceitamos porque queremos divulgar o nome da cidade”, acrescenta.
Para a escolha das atrações, foram realizadas pesquisas com o público. “Percebemos que, em festivais, podemos misturar os públicos. Quem não estiver afim de curtir as bandas, vai para as tendas”, pondera o produtor.
O line-up eletrônico traz alguns dos mais considerados DJs do País, como os paulistanos Patife e Marky. De fora, abarcam para o festival nomes como o do alemão Paul van Dyk, o canadense Tiga e DJs já conhecidos do público do BMF Electronic, como o israelense Skazi e o norte-americano Craze.
Os ingressos já estão à venda na loja do BMF, no Pier 21, a R$ 40 (inteira, para os mil primeiros), R$ 70 (pista, inteira) e R$ 200 (camarote, inteira), por dia de evento.