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Atualidade é a praia de Danuza Leão

Arquivo Geral

11/02/2004 0h00

Entra ano, sai ano, Danuza Leão não toma rasteira do tempo: é sempre atualíssima. Do alto de suas décadas de habitué do balacobaco social carioca – e o Rio de Janeiro, em termos de glamour, nunca deixou de ser “a capital” do Brasil –, ela sempre tem algo a contar. Não por outro motivo já se encontra nas livrarias a 45ª edição, em versão atualizada, de Na Sala Com Danuza 2.

Danuza é quase única em sua condição: ex-modelo e casada quando jovem com Samuel Wainer, na época dono do jornal Última Hora, ela sempre esteve envolvida com gente que é notícia – especialmente no âmbito social – e, como nunca foi dondoca e sempre trabalhou na mídia, pode hoje se dar ao luxo de ser personagem de si própria. Isso porque, com um estilo muito singular, enreda qualquer tipo de leitor em suas bem-pensadas linhas.

Com propriedade, fala de tudo um tanto. Esbalda-se quando trata de etiqueta social – é uma vida inteira de trânsito livre entre políticos, socialites, figurões do empresariado nacional e internacional –, num trabalho que se pode apostar ser-lhe prazeroso, pois faz isso como se as palavras escorregassem de suas mãos, sempre com elegância e fina ironia.

Mas o bom de Danuza é que pensar em um livro dela como útil para quem quer saber se portar em sociedade seria simplório. Antes de qualquer outra coisa, são crônicas para se degustar e se divertir – até porque qualquer lampejo de bom senso indica que não se deve levar ao pé da letra todos os conselhos que a autora fornece com relação a como agir em diferentes situações. São todas elas, afinal, ímpares como Danuza.

Mas o que não há como negar é que o livro se constitui em pérolas úteis. Como essa, do capítulo Ricos e famosos – como chegar lá: “A regra número 1 é não namorar homem casado; aliás, não namorar, não conversar, não dançar, não cumprimentar, não ver”. Se parece exagero, vale conferir que na prática o que acontece é o que ela descreve na conclusão: “As mulheres casadas são muito solidárias nesse quesito, e se aparecer uma cara nova e não confiável ela estará riscada para sempre da possibilidade de fazer parte do grupo”.

“Procurei atualizar o livro e modernizá-lo de maneira honesta”, conta ela no prefácio, lembrando que Na Sala Com Danuza foi lançado em 1992. “Mas em alguns tópicos não consegui mexer, porque certas coisas não mudam. Boas maneiras, gentileza, cortesia, bom senso para enfrentar as situações são e sempre serão eternos, seja no século 17, 20 ou 22 – e tomara que continuem assim”.

Os capítulos que falam de amor são sempre fadados a encontrar gente que tenha passado pelas diversas situações que Danuza relata: praticidade parece ser a palavra-chave desta mulher que já foi musa de tantos notórios

Deleite-se, pois. Danuza Leão, mulher que hoje em dia é marca, tem o dom de entreter e até enlevar, seja falando sobre temas prosaicos como a importância de não se comer além da conta numa viagem de avião ou ensinando como se faz quando, numa festa elegante, por exemplo, alguémlhe oferece alguma droga.

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    Arquivo Geral

    11/02/2004 0h00

    Entra ano, sai ano, Danuza Leão não toma rasteira do tempo: é sempre atualíssima. Do alto de suas décadas de habitué do balacobaco social carioca – e o Rio de Janeiro, em termos de glamour, nunca deixou de ser “a capital” do Brasil –, ela sempre tem algo a contar. Não por outro motivo já se encontra nas livrarias a 45ª edição, em versão atualizada, de Na Sala Com Danuza 2.

    Danuza é quase única em sua condição: ex-modelo e casada quando jovem com Samuel Wainer, na época dono do jornal Última Hora, ela sempre esteve envolvida com gente que é notícia – especialmente no âmbito social – e, como nunca foi dondoca e sempre trabalhou na mídia, pode hoje se dar ao luxo de ser personagem de si própria. Isso porque, com um estilo muito singular, enreda qualquer tipo de leitor em suas bem-pensadas linhas.

    Com propriedade, fala de tudo um tanto. Esbalda-se quando trata de etiqueta social – é uma vida inteira de trânsito livre entre políticos, socialites, figurões do empresariado nacional e internacional –, num trabalho que se pode apostar ser-lhe prazeroso, pois faz isso como se as palavras escorregassem de suas mãos, sempre com elegância e fina ironia.

    Mas o bom de Danuza é que pensar em um livro dela como útil para quem quer saber se portar em sociedade seria simplório. Antes de qualquer outra coisa, são crônicas para se degustar e se divertir – até porque qualquer lampejo de bom senso indica que não se deve levar ao pé da letra todos os conselhos que a autora fornece com relação a como agir em diferentes situações. São todas elas, afinal, ímpares como Danuza.

    Mas o que não há como negar é que o livro se constitui em pérolas úteis. Como essa, do capítulo Ricos e famosos – como chegar lá: “A regra número 1 é não namorar homem casado; aliás, não namorar, não conversar, não dançar, não cumprimentar, não ver”. Se parece exagero, vale conferir que na prática o que acontece é o que ela descreve na conclusão: “As mulheres casadas são muito solidárias nesse quesito, e se aparecer uma cara nova e não confiável ela estará riscada para sempre da possibilidade de fazer parte do grupo”.

    “Procurei atualizar o livro e modernizá-lo de maneira honesta”, conta ela no prefácio, lembrando que Na Sala Com Danuza foi lançado em 1992. “Mas em alguns tópicos não consegui mexer, porque certas coisas não mudam. Boas maneiras, gentileza, cortesia, bom senso para enfrentar as situações são e sempre serão eternos, seja no século 17, 20 ou 22 – e tomara que continuem assim”.

    Os capítulos que falam de amor são sempre fadados a encontrar gente que tenha passado pelas diversas situações que Danuza relata: praticidade parece ser a palavra-chave desta mulher que já foi musa de tantos notórios

    Deleite-se, pois. Danuza Leão, mulher que hoje em dia é marca, tem o dom de entreter e até enlevar, seja falando sobre temas prosaicos como a importância de não se comer além da conta numa viagem de avião ou ensinando como se faz quando, numa festa elegante, por exemplo, alguémlhe oferece alguma droga.

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