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Além das fronteiras regionais

Arquivo Geral

18/02/2004 0h00

O mapa da obra compilada por Ronaldo Cagiano ultrapassa as fronteiras de vários estados brasileiros e recolhe, pelo caminho, muitos andarilhos das letras. Todos, porém, com uma forte ligação com a cultura e a literatura brasilienses.

Assim, pioneiros como Joanir de Oliveira e Anderson Braga Horta se misturam com viajantes como Ciro dos Anjos, Alphonsus de Guimarães Filho, Arino Peres e Dinah Silveira de Queiroz, que, em determinado momento, produziram literatura enquanto moraram aqui. Caso, também, de Bernardo Elis, que trabalhou no antigo Instituto Nacional do Livro. Ou o senador Arthur da Távola, que viveu 18 anos na cidade.

No frigir dos ovos, 83 autores, entre vivos e mortos, se fazem presente nesse registro da produção ficcional em Brasília. “Um legado”, comemora Cagiano. Um legado caro, aliás. A confecção dos mil exemplares custou R$ 15 mil. Parte do dinheiro, R$ 10.900, veio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do GDF. O restante foi arregimentado pelo incansável Cagiano.

Nada que não possa ser recuperado, ora. Afinal, se a maioria dos contistas chamar, amigos, parentes e integrantes da confraria para a noite de autógrafos, esses mil exemplares terão uma rápida vazão. Algo justíssimo. O nível geral dos contos é acima da média.

Há autores com bom potencial, como Wisner Fraga e Alexandre Lobão. Se uns preferem um estilo mais regional, enraizado na obra de, por exemplo, Graciliano Ramos – como o mineiro José Rezende Jr. –, outros apostam na crítica ácida de quiproquós do cotidiano, como o cronista baiano Rogério Menezes. Ambos demonstram possuir algo fundamental para aventureiros do gênero: o domínio da técnica narrativa. No mínimo, um bom começo.

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    Assim, pioneiros como Joanir de Oliveira e Anderson Braga Horta se misturam com viajantes como Ciro dos Anjos, Alphonsus de Guimarães Filho, Arino Peres e Dinah Silveira de Queiroz, que, em determinado momento, produziram literatura enquanto moraram aqui. Caso, também, de Bernardo Elis, que trabalhou no antigo Instituto Nacional do Livro. Ou o senador Arthur da Távola, que viveu 18 anos na cidade.

    No frigir dos ovos, 83 autores, entre vivos e mortos, se fazem presente nesse registro da produção ficcional em Brasília. “Um legado”, comemora Cagiano. Um legado caro, aliás. A confecção dos mil exemplares custou R$ 15 mil. Parte do dinheiro, R$ 10.900, veio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do GDF. O restante foi arregimentado pelo incansável Cagiano.

    Nada que não possa ser recuperado, ora. Afinal, se a maioria dos contistas chamar, amigos, parentes e integrantes da confraria para a noite de autógrafos, esses mil exemplares terão uma rápida vazão. Algo justíssimo. O nível geral dos contos é acima da média.

    Há autores com bom potencial, como Wisner Fraga e Alexandre Lobão. Se uns preferem um estilo mais regional, enraizado na obra de, por exemplo, Graciliano Ramos – como o mineiro José Rezende Jr. –, outros apostam na crítica ácida de quiproquós do cotidiano, como o cronista baiano Rogério Menezes. Ambos demonstram possuir algo fundamental para aventureiros do gênero: o domínio da técnica narrativa. No mínimo, um bom começo.

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