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Agora, resta esperar o filme

Arquivo Geral

31/12/2003 0h00

Clay Carter é um perdedor. Há cinco anos, faz o mesmíssimo trabalho na Defensoria Pública de Washington D.C.: representar criminosos que não têm condições de contratar um advogado. São, geralmente, homens jovens, negros, sem instrução e nada a perder (ou a ganhar). Gente sem futuro, como o próprio advogado, um infeliz que namora uma mulher ambiciosa, que é perseguido pelos emergentes pais dela, que tem só dois velhos ternos e que divide um apartamento com um colega de faculdade conquistador. Em suma, um perdedor.

Pronto. A introdução de O Rei das Fraudes, novo livro de John Grisham, está feita. E demora quase oitenta páginas. Longa? Incrivelmente, não. Os diálogos criados por Grisham são rápidos e as descrições, minuciosas. E o principal: o thriller que o autor de O Dossiê Pelicano, A Firma, O Júri e Tempo de Matar (entre outros best-sellers que ganharam adaptação para o cinema) vai construindo, prende a atenção a cada capítulo. Se a obra do escritor norte-americano formado em Direito é considerada por alguns críticos como subliteratura, por outro lado, ela recebe o respaldo do grande público, aquele que só quer se divertir com as tramas engendradas por Grisham. Não à toa, o escritor já vendeu quase cem milhões de exemplares nas livrarias de todo o mundo.

Graças, sobretudo à forma como a história é construída, num ritmo crescente de tensão, suspense e revelação. A passagem de um capítulo para o outro ocorre como a edição de modernos filmes de ação, com cortes rápidos e secos. As mudanças de cenário, a apresentação da psiquê dos personagens e o dilema moral que incomoda o protagonista – de Gata Borralheira ele se transforma em Cinderela ao vender a alma ao Diabo – são mais do que suficientes para seduzir o leitor ao criarem uma atmosfera cinematográfica.

Um dilema surge a partir do momento em que a vida medíocre do protagonista sofre uma reviravolta – recurso bastante utilizado por Grishan e, que, não por acaso, faz parte do modo hollywoodiano de fazer cinema.

Surge na história um misterioso personagem. Ele contrata Carter para “apagar um incêndio” e proteger uma gigantesca fabricante de medicamentos que produziu uma droga que em vez de curar, transforma viciados em cocaína em potenciais assassinos.

Pronto, eis o clima, a história, as seqüências de ação e tudo o mais. Eis mais um candidato a filme – já que o livro freqüenta o topo de todas as listas de mais vendidos. Algo a se esperar, ainda mais de um típico produto da incansável fornalha de Grisham, escritor que, como poucos, conhece a atmosfera da advocacia, seus meandros e suas inevitáveis fraudes. O Rei das Fraudes – Livro de John Grisham, 380 páginas, Editora Rocco. Preço sugerido: R$ 38.

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    Arquivo Geral

    31/12/2003 0h00

    Clay Carter é um perdedor. Há cinco anos, faz o mesmíssimo trabalho na Defensoria Pública de Washington D.C.: representar criminosos que não têm condições de contratar um advogado. São, geralmente, homens jovens, negros, sem instrução e nada a perder (ou a ganhar). Gente sem futuro, como o próprio advogado, um infeliz que namora uma mulher ambiciosa, que é perseguido pelos emergentes pais dela, que tem só dois velhos ternos e que divide um apartamento com um colega de faculdade conquistador. Em suma, um perdedor.

    Pronto. A introdução de O Rei das Fraudes, novo livro de John Grisham, está feita. E demora quase oitenta páginas. Longa? Incrivelmente, não. Os diálogos criados por Grisham são rápidos e as descrições, minuciosas. E o principal: o thriller que o autor de O Dossiê Pelicano, A Firma, O Júri e Tempo de Matar (entre outros best-sellers que ganharam adaptação para o cinema) vai construindo, prende a atenção a cada capítulo. Se a obra do escritor norte-americano formado em Direito é considerada por alguns críticos como subliteratura, por outro lado, ela recebe o respaldo do grande público, aquele que só quer se divertir com as tramas engendradas por Grisham. Não à toa, o escritor já vendeu quase cem milhões de exemplares nas livrarias de todo o mundo.

    Graças, sobretudo à forma como a história é construída, num ritmo crescente de tensão, suspense e revelação. A passagem de um capítulo para o outro ocorre como a edição de modernos filmes de ação, com cortes rápidos e secos. As mudanças de cenário, a apresentação da psiquê dos personagens e o dilema moral que incomoda o protagonista – de Gata Borralheira ele se transforma em Cinderela ao vender a alma ao Diabo – são mais do que suficientes para seduzir o leitor ao criarem uma atmosfera cinematográfica.

    Um dilema surge a partir do momento em que a vida medíocre do protagonista sofre uma reviravolta – recurso bastante utilizado por Grishan e, que, não por acaso, faz parte do modo hollywoodiano de fazer cinema.

    Surge na história um misterioso personagem. Ele contrata Carter para “apagar um incêndio” e proteger uma gigantesca fabricante de medicamentos que produziu uma droga que em vez de curar, transforma viciados em cocaína em potenciais assassinos.

    Pronto, eis o clima, a história, as seqüências de ação e tudo o mais. Eis mais um candidato a filme – já que o livro freqüenta o topo de todas as listas de mais vendidos. Algo a se esperar, ainda mais de um típico produto da incansável fornalha de Grisham, escritor que, como poucos, conhece a atmosfera da advocacia, seus meandros e suas inevitáveis fraudes. O Rei das Fraudes – Livro de John Grisham, 380 páginas, Editora Rocco. Preço sugerido: R$ 38.

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