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Adeus à Festa de Arromba

Arquivo Geral

30/07/2005 0h00

As minissaias, os vestidos rodados, as botas e as calças boca-de-sino marcaram o estilo da geração anos 60. Ao som da versão brasileira de rocks internacionais, a Jovem Guarda dava voz e expressão à juventude rebelde, que lutava pela liberdade do seu espaço. Quarenta anos depois, os jovem-guardistas que permaneceram no ramo trilharam outros caminhos. É o caso de Wanderley Cardoso e Martinha.

Atualmente, ambos trabalham com gêneros bem diferentes do proposto inicialmente. Wanderley, que se converteu há três anos, passou a cantar música gospel. Martinha optou pela composição de músicas sertanejas, paralelamente à sua carreira de cantora romântica.

Hoje, às 21h, os dois cantores irão se unir em um só palco, no teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil, para fechar a série Festa de Arromba, que comemora as quatro décadas de Jovem Guarda. Durante a temporada, Jerry Adriani e Waldirene, Erasmo Carlos e Wanderléa, Golden Boys e Vanusa comandaram os shows. Em tempo: estão esgotados os ingressos.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, Wanderley Cardoso disse que, paralelamente às homenagens à Jovem Guarda, ele conduz sua carreira gospel. Nesta nova fase, já gravou dois CDs do gênero: Sou Feliz e Você Merece Ser Feliz. “Por causa do alcoolismo, comecei a freqüentar a igreja Sara Nossa Terra”, contou. “Hoje rodo o País inteiro divulgando o meu trabalho e contando o que Deus fez na minha vida”.

Wanderley lembra que, mesmo tendo adotado outro estilo de música, segue com as comemorações da Jovem Guarda. “Esse é o meu início não posso ignorá-lo, tenho orgulho de ter feito parte dele”. Apesar de hoje ter outra visão da sua carreira, ele considera que o trabalho das comemorações é uma oportunidade de passar seu recado evangélico.

mensagens”Eu digo que sou um pescador de vidas”, prefere. “Os shows da Jovem Guarda também são uma oportunidade para que eu possa dar o meu testemunho”. Quando questionado sobre a polêmica de artistas que se converteram, mas que não abandonaram hábitos condenados pela doutrina da igreja evangélica, Wanderley se diz confiante na conduta, pois o seu trabalho não é para louvor próprio.

“Alguns artistas se esquecem que são espelhos para o público e acabam deturpando o propósito da religião”, analisa. “Peço sempre a Deus sabedoria para que isso não aconteça comigo. As pessoas não acreditam na minha mudança, acham que o alcoólatra vai ser sempre alcoólatra. Eles se esquecem de que não estou sozinho na minha luta diária. A minha força é Cristo”.

Além de dar testemunho em igrejas, Wanderley também tem feito shows gospel dentro e fora do País. Já foi nove vezes para os Estados Unidos divulgar o seu trabalho. Atualmente, está com um projeto de um DVD dos 40 anos da sua carreira, que deve sair este ano.

Quanto à Jovem Guarda, enfim, Wanderley diz que sente uma “saudade saudável” do tempo, não do assédio da mídia, mas sim dos amigos e do contato com o público. “A vida passa e temos de nos conformar com isso, mas as amizades de verdade ficam, como o Jerry Adriani, meu padrinho de casamento, e a Martinha”.

Nos shows de hoje e amanhã, ele promete os sucessos que são a marca registrada da sua carreira: Doce de Coco, O Bom Rapaz, Abraça-me Forte, Preste Atenção, dentre outros. Ao lado de Martinha, Wanderley vai cantar Última Canção e um medley só de sucessos da Jovem Guarda.

nova sertaneja Martinha, mais conhecida como “Queijinho de Minas”, se diz muito contente em comemorar esses 40 anos com um público tão fiel. “É o primeiro show que faço só com o Wanderley, e a expectativa é a melhor possível, pois ele é uma ótima pessoa”, destaca.

Martinha reconhece a importância da Jovem Guarda na sua carreira: “Eu fui lançada pelo Roberto Carlos. Sou um produto da Jovem Guarda e tenho muito orgulho disso”. A cantora tem feito shows em diversos lugares do Brasi. Até hoje, não gravou nenhum CD: diz não ser esse o seu objetivo.

Além do trabalho vocal, Martinha também vem compondo músicas especialmente para para cantores sertanejos. Nem todo mundo sabe, mas, a esta altura, já são mais de de 50 composições assinadas por ela.

Martinha já emplacou, ao lado do compositor César Augusto, sucessos na voz de Chitãozinho e Xororó e também de Zezé Di Camargo e Luciano. No show, vai cantar músicas que funcionam como seus verdadeiros cartões-de-visita: Eu Daria a Minha Vida, Eu Te Amo Mesmo Assim e As Curvas da Estrada de Santos, entre outras.

Serviço

Festa de Arromba – 40 anos de Jovem Guarda. Hoje, às 21h, e amanhã às 20h. Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB, Setor de Clubes Sul, Trecho 2, próximo ao Clube de Golfe). Ingressos a R$ 15 (inteira). Mais informações: 3310-7087.

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    30/07/2005 0h00

    As minissaias, os vestidos rodados, as botas e as calças boca-de-sino marcaram o estilo da geração anos 60. Ao som da versão brasileira de rocks internacionais, a Jovem Guarda dava voz e expressão à juventude rebelde, que lutava pela liberdade do seu espaço. Quarenta anos depois, os jovem-guardistas que permaneceram no ramo trilharam outros caminhos. É o caso de Wanderley Cardoso e Martinha.

    Atualmente, ambos trabalham com gêneros bem diferentes do proposto inicialmente. Wanderley, que se converteu há três anos, passou a cantar música gospel. Martinha optou pela composição de músicas sertanejas, paralelamente à sua carreira de cantora romântica.

    Hoje, às 21h, os dois cantores irão se unir em um só palco, no teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil, para fechar a série Festa de Arromba, que comemora as quatro décadas de Jovem Guarda. Durante a temporada, Jerry Adriani e Waldirene, Erasmo Carlos e Wanderléa, Golden Boys e Vanusa comandaram os shows. Em tempo: estão esgotados os ingressos.

    Em entrevista ao Jornal de Brasília, Wanderley Cardoso disse que, paralelamente às homenagens à Jovem Guarda, ele conduz sua carreira gospel. Nesta nova fase, já gravou dois CDs do gênero: Sou Feliz e Você Merece Ser Feliz. “Por causa do alcoolismo, comecei a freqüentar a igreja Sara Nossa Terra”, contou. “Hoje rodo o País inteiro divulgando o meu trabalho e contando o que Deus fez na minha vida”.

    Wanderley lembra que, mesmo tendo adotado outro estilo de música, segue com as comemorações da Jovem Guarda. “Esse é o meu início não posso ignorá-lo, tenho orgulho de ter feito parte dele”. Apesar de hoje ter outra visão da sua carreira, ele considera que o trabalho das comemorações é uma oportunidade de passar seu recado evangélico.

    mensagens”Eu digo que sou um pescador de vidas”, prefere. “Os shows da Jovem Guarda também são uma oportunidade para que eu possa dar o meu testemunho”. Quando questionado sobre a polêmica de artistas que se converteram, mas que não abandonaram hábitos condenados pela doutrina da igreja evangélica, Wanderley se diz confiante na conduta, pois o seu trabalho não é para louvor próprio.

    “Alguns artistas se esquecem que são espelhos para o público e acabam deturpando o propósito da religião”, analisa. “Peço sempre a Deus sabedoria para que isso não aconteça comigo. As pessoas não acreditam na minha mudança, acham que o alcoólatra vai ser sempre alcoólatra. Eles se esquecem de que não estou sozinho na minha luta diária. A minha força é Cristo”.

    Além de dar testemunho em igrejas, Wanderley também tem feito shows gospel dentro e fora do País. Já foi nove vezes para os Estados Unidos divulgar o seu trabalho. Atualmente, está com um projeto de um DVD dos 40 anos da sua carreira, que deve sair este ano.

    Quanto à Jovem Guarda, enfim, Wanderley diz que sente uma “saudade saudável” do tempo, não do assédio da mídia, mas sim dos amigos e do contato com o público. “A vida passa e temos de nos conformar com isso, mas as amizades de verdade ficam, como o Jerry Adriani, meu padrinho de casamento, e a Martinha”.

    Nos shows de hoje e amanhã, ele promete os sucessos que são a marca registrada da sua carreira: Doce de Coco, O Bom Rapaz, Abraça-me Forte, Preste Atenção, dentre outros. Ao lado de Martinha, Wanderley vai cantar Última Canção e um medley só de sucessos da Jovem Guarda.

    nova sertaneja Martinha, mais conhecida como “Queijinho de Minas”, se diz muito contente em comemorar esses 40 anos com um público tão fiel. “É o primeiro show que faço só com o Wanderley, e a expectativa é a melhor possível, pois ele é uma ótima pessoa”, destaca.

    Martinha reconhece a importância da Jovem Guarda na sua carreira: “Eu fui lançada pelo Roberto Carlos. Sou um produto da Jovem Guarda e tenho muito orgulho disso”. A cantora tem feito shows em diversos lugares do Brasi. Até hoje, não gravou nenhum CD: diz não ser esse o seu objetivo.

    Além do trabalho vocal, Martinha também vem compondo músicas especialmente para para cantores sertanejos. Nem todo mundo sabe, mas, a esta altura, já são mais de de 50 composições assinadas por ela.

    Martinha já emplacou, ao lado do compositor César Augusto, sucessos na voz de Chitãozinho e Xororó e também de Zezé Di Camargo e Luciano. No show, vai cantar músicas que funcionam como seus verdadeiros cartões-de-visita: Eu Daria a Minha Vida, Eu Te Amo Mesmo Assim e As Curvas da Estrada de Santos, entre outras.

    Serviço

    Festa de Arromba – 40 anos de Jovem Guarda. Hoje, às 21h, e amanhã às 20h. Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB, Setor de Clubes Sul, Trecho 2, próximo ao Clube de Golfe). Ingressos a R$ 15 (inteira). Mais informações: 3310-7087.

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