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À procura de nova polêmica

Arquivo Geral

05/07/2005 0h00

Marcelo D2 está à procura de mais uma polêmica. O cantor vestiu uma farda de policial militar num filme que critica a corporação. Na seção de extras de seu primeiro DVD, À Procura da Batida Perfeita, o espectador pode ter acesso ao curta-metragem Extorsão Total, no qual mostra D2 como um policial corrupto, que recebe suborno para liberar o filho de um diplomata numa blitz, aponta uma arma para alguns jovens e aparece fumando maconha, lembrando-se de quando ainda não era PM.

O major Kristiano Jotta, da seção jurídica do Comando Geral da PM do Rio de Janeiro, ficou revoltado com as imagens: “O cantor mostra sua aversão à polícia e pode até sofrer uma ação por danos à imagem da corporação”. O major frisa que o filme não faz apologia às drogas, mas mesmo assim critica: “Ele mostra a corrupção porque acha que pode fumar maconha, já que existem policiais fazendo coisa pior”.

Péssimo exemplo

O delegado Rodrigo Oliveira, lotado da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil (RJ), na qual o cantor Marcelo D2 já prestou depoimento, viu o filme e acha que ele é impróprio para menores de 16 anos, além de ser uma má influência: “É desagradável ver um artista que agrada à massa mostrando uma polícia corrupta. Pessoas que nunca passaram por uma blitz vão achar que é assim que funciona”.

O major Jotta ainda reclama da música 1967, na qual o rapper conta que na infância, em Madureira, roubava e pichava muros: “Para ele, o furto era algo normal naquela circunstância”, avalia o militar. “O Ministério Público deveria se pronunciar em relação a isso”, conclui o oficial.

O tenente-coronel da PM carioca Aristeu Leonardo Tavares critica a forma como D2 se caracterizou de policial: “Ele está barbudo e a viatura nem parece com a oficial”.

Para Rodrigo Oliveira, D2 teria problemas se interpretasse um policial civil. “Se fosse com a polícia civil, isso seria comunicado ao chefe de polícia, que levaria à assessoria jurídica para tomar as providências legais, que poderia ser até a retirada de circulação desse vídeo”, informou o delegado.

Marcelo D2 foi procurado pela reportagem do Jornal de Brasília e, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Reincidência Não é a primeira vez que D2 entra em conflito com autoridades. Em 1997, com o Planet Hemp, passou duas noites atrás das grades depois de um show no Minas Brasília Tênis Clube, acusado de apologia à maconha. No mesmo ano, a banda cancelou show em Recife devido à falta de segurança. Em 2001, o juiz Siro Darlan proibiu menores de idade de assistirem ao Planet. No ano passado, D2 foi processado por Darlan por fazer apologia às drogas na frente do filho num show de divulgação do último CD.

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    O major Kristiano Jotta, da seção jurídica do Comando Geral da PM do Rio de Janeiro, ficou revoltado com as imagens: “O cantor mostra sua aversão à polícia e pode até sofrer uma ação por danos à imagem da corporação”. O major frisa que o filme não faz apologia às drogas, mas mesmo assim critica: “Ele mostra a corrupção porque acha que pode fumar maconha, já que existem policiais fazendo coisa pior”.

    Péssimo exemplo

    O delegado Rodrigo Oliveira, lotado da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil (RJ), na qual o cantor Marcelo D2 já prestou depoimento, viu o filme e acha que ele é impróprio para menores de 16 anos, além de ser uma má influência: “É desagradável ver um artista que agrada à massa mostrando uma polícia corrupta. Pessoas que nunca passaram por uma blitz vão achar que é assim que funciona”.

    O major Jotta ainda reclama da música 1967, na qual o rapper conta que na infância, em Madureira, roubava e pichava muros: “Para ele, o furto era algo normal naquela circunstância”, avalia o militar. “O Ministério Público deveria se pronunciar em relação a isso”, conclui o oficial.

    O tenente-coronel da PM carioca Aristeu Leonardo Tavares critica a forma como D2 se caracterizou de policial: “Ele está barbudo e a viatura nem parece com a oficial”.

    Para Rodrigo Oliveira, D2 teria problemas se interpretasse um policial civil. “Se fosse com a polícia civil, isso seria comunicado ao chefe de polícia, que levaria à assessoria jurídica para tomar as providências legais, que poderia ser até a retirada de circulação desse vídeo”, informou o delegado.

    Marcelo D2 foi procurado pela reportagem do Jornal de Brasília e, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

    Reincidência Não é a primeira vez que D2 entra em conflito com autoridades. Em 1997, com o Planet Hemp, passou duas noites atrás das grades depois de um show no Minas Brasília Tênis Clube, acusado de apologia à maconha. No mesmo ano, a banda cancelou show em Recife devido à falta de segurança. Em 2001, o juiz Siro Darlan proibiu menores de idade de assistirem ao Planet. No ano passado, D2 foi processado por Darlan por fazer apologia às drogas na frente do filho num show de divulgação do último CD.

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