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A fantástica língua dos bonecos

Arquivo Geral

03/08/2005 0h00

Mamulengo, em Pernambuco; joão-redondo, no Rio Grande do Norte; babau, na Paraíba, ou joão-minhoca, na Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em todas as versões existentte, os bonecos, pelas mãos dos artistas, sempre ganham vida, feições e sotaque de acordo com sua região, e selam uma das mais autênticas manifestações da cultura popular. Assim também ocorre em outros países.

Com o objetivo de difundir essa cultura, começa hoje o festival Sesi Bonecos do Mundo. Na programação aberta ao público, a companhia Yang Fai apresenta o espetáculo Bonecos Chineses, no Teatro Plínio Marcos. O evento, que segue até domingo, será realizado no Complexo Cultural Funarte. Serão montados três palcos: um principal para shows e dois para apresentação dos bonecos. Na edição do ano passado, o festival atraiu mais de 240 mil espectadores. A entrada é franca.

De acordo com a idealizadora e curadora do projeto, Lina Rosa Vieira, um evento nessas proporções é inédito no País. “Nosso objetivo é mostrar que o teatro de bonecos, assim como os shows de rock, de axé, dentre outros eventos, pode ser apresentado para um público grande com uma boa estrutura”, resume.

Durante os seis dias do festival, serão mais de 20 apresentações, realizadas por 13 companhias de seis países diferentes, incluindo o Brasil. Além dos espetáculos, há duas oficinas, até sábado, das 14h às 17h30, na sala multiuso do Centro Cultural do Sesi Taguatinga, com os seguintes temas: A marionetização do ator e a humanização de objeto, com o bonequeiro catarinense Valmor Beltrame; e A formação profissional do ator titeriteiro – Princípios de trabalho do Giramundo, com o ator-titeriteiro Marcos Malafaia, de Minas.

Também no Centro Cultural do Sesi Taguatinga, na Sala Yara Amaral, começa hoje um simpósio com a temática Contemporaneidade mundial da arte do boneco, com cem vagas disponíveis. O ateliê de confecções de bonecos complementará a grade de atividades.

Segundo Lina, já há projetos de uma turnê no exterior. “Pretendemos também voltar a cada dois anos às regiões que visitamos, para que possamos reafirmar e também incentivar a diversidade técnica e a miscigenação cultural dos bonecos”, informa.

De Brasília, quem marca presença é a Cia. Mamulengos Presepada, atualmente com oito pessoas: duas no elenco e seis na produção. O grupo, que existe há 22 anos, apresentará o espetáculo O Romance do Vaqueiro Benedito, sábado, às 17h. Entre as companhias de fora, destacam-se Jordi Bertran (Espanha), Mikropódium (Hungria), Cia. dos Bonecos (Santa Catarina), Teatro Hugo e Inés (Peru), Yang Fai (China), Contadores de Estórias (Pernambuco), El Chonchón (Argentina), Mestre Zé de Vina (Pernambuco), Mestre Chico de Daniel (Rio Grande do Norte) e Truks (São Paulo).

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    A fantástica língua dos bonecos

    Arquivo Geral

    03/08/2005 0h00

    Mamulengo, em Pernambuco; joão-redondo, no Rio Grande do Norte; babau, na Paraíba, ou joão-minhoca, na Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em todas as versões existentte, os bonecos, pelas mãos dos artistas, sempre ganham vida, feições e sotaque de acordo com sua região, e selam uma das mais autênticas manifestações da cultura popular. Assim também ocorre em outros países.

    Com o objetivo de difundir essa cultura, começa hoje o festival Sesi Bonecos do Mundo. Na programação aberta ao público, a companhia Yang Fai apresenta o espetáculo Bonecos Chineses, no Teatro Plínio Marcos. O evento, que segue até domingo, será realizado no Complexo Cultural Funarte. Serão montados três palcos: um principal para shows e dois para apresentação dos bonecos. Na edição do ano passado, o festival atraiu mais de 240 mil espectadores. A entrada é franca.

    De acordo com a idealizadora e curadora do projeto, Lina Rosa Vieira, um evento nessas proporções é inédito no País. “Nosso objetivo é mostrar que o teatro de bonecos, assim como os shows de rock, de axé, dentre outros eventos, pode ser apresentado para um público grande com uma boa estrutura”, resume.

    Durante os seis dias do festival, serão mais de 20 apresentações, realizadas por 13 companhias de seis países diferentes, incluindo o Brasil. Além dos espetáculos, há duas oficinas, até sábado, das 14h às 17h30, na sala multiuso do Centro Cultural do Sesi Taguatinga, com os seguintes temas: A marionetização do ator e a humanização de objeto, com o bonequeiro catarinense Valmor Beltrame; e A formação profissional do ator titeriteiro – Princípios de trabalho do Giramundo, com o ator-titeriteiro Marcos Malafaia, de Minas.

    Também no Centro Cultural do Sesi Taguatinga, na Sala Yara Amaral, começa hoje um simpósio com a temática Contemporaneidade mundial da arte do boneco, com cem vagas disponíveis. O ateliê de confecções de bonecos complementará a grade de atividades.

    Segundo Lina, já há projetos de uma turnê no exterior. “Pretendemos também voltar a cada dois anos às regiões que visitamos, para que possamos reafirmar e também incentivar a diversidade técnica e a miscigenação cultural dos bonecos”, informa.

    De Brasília, quem marca presença é a Cia. Mamulengos Presepada, atualmente com oito pessoas: duas no elenco e seis na produção. O grupo, que existe há 22 anos, apresentará o espetáculo O Romance do Vaqueiro Benedito, sábado, às 17h. Entre as companhias de fora, destacam-se Jordi Bertran (Espanha), Mikropódium (Hungria), Cia. dos Bonecos (Santa Catarina), Teatro Hugo e Inés (Peru), Yang Fai (China), Contadores de Estórias (Pernambuco), El Chonchón (Argentina), Mestre Zé de Vina (Pernambuco), Mestre Chico de Daniel (Rio Grande do Norte) e Truks (São Paulo).

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