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Política & Poder

Quem é Lindôra Araújo, aliada de Aras pivô de crise com força-tarefa da Lava Jato

A subprocuradora é vista pelos colegas como um nome associado ao bolsonarismo e comanda, além da Lava Jato, investigações sobre a compra fraudulenta de respiradores

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Pivô de uma crise envolvendo a Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República, a subprocuradora Lindôra Maria Araújo é considerada um nome de confiança de Augusto Aras e se tornou responsável pela operação na PGR após pedido de demissão de José Adonis Callou de Araújo Sá em janeiro deste ano. Veja aqui a cronologia do caso.

Lindôra é vista pelos colegas como um nome associado ao bolsonarismo e comanda, além da Lava Jato, investigações sobre a compra fraudulenta de respiradores durante a crise do coronavírus. O nome da subprocuradora veio à tona após, na semana passada, ela ter ido à capital do Paraná para consultar arquivos da equipe do Ministério Público Federal que originou a Lava Jato, em 2014, nos processos de corrupção do escândalo Petrobrás – da 13.ª Vara Federal, do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro.

A visita resultou em um documento enviado na última quarta-feira, 25, pelos 14 procuradores da força-tarefa da Lava Jato ao PGR e à Corregedoria-Geral. No ofício, a força-tarefa comunica os fatos e o estranhamento gerado na “busca informal” realizada e no uso do nome da Corregedoria do MPF.

Outros casos

No passado, Lindôra já defendeu a federalização das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Em documento enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a subprocuradora afirmou que os órgãos estaduais são “incapazes de cuidar do crime”.

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Em 2012, ela saiu em defesa da não anulação das provas da Operação Satiagraha, uma das mais polêmicas ações comandadas pela Polícia Federal no governo Lula e que investigou suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo políticos e empresários. Lindôra afirmou na época que declarar ilícita todas as provas seria violar “fortemente” a ordem jurídica, social e econômica do País. O caso foi anulado pelo STF.

Outra atuação da subprocuradora é na Operação Faroeste, inicialmente desencadeada no dia 19 de novembro para investigar um esquema de venda de decisões judiciais que tinha o propósito legitimar a venda de terras na região oeste da Bahia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


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